4 de março de 2024   
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Foram ainda concedidas comparticipações para equipamentos de estabelecimentos hospitalares da mesma categoria no montante global de 2.317.762$. Essas comparticipações foram assim distribuídas: Parede, 37.250$; Almada, 390.000$; Murtosa, 25.000$; Borba, 16.000$; Arraiolos, 246.000$; Idanha-A-Nova, 72.787$; Ílhavo, 45.500$; Águeda, 90.000$; Paredes de Coura, 9.250$ e 66.750$; Calheta, 11.250$; Coruche, 25.000$; Loulé, 67.500$; Redondo, 20.000$; Vila da Praia da Graciosa, 19.575$; Vila Nova de Foz Côa, 19.000$; Condeixa-A-Nova, 37.500$; Torre de Moncorvo, 42.000$; Marco de Canaveses, 37.500$; Penamacor, 19.000$; Fafe, 80.000$; Vila Verde, 58.000$; Góis, 21.500$; Mealhada, 25.000$; Santa Cruz da Graciosa, 75.000$; Tavira, 53.150$; Lagoa, 17.000$; Vila Franca do Campo, 45.000$; Nordeste, 58.000$; Povoação, 34.000$; Ribeira Grande, 100.500$; Lagoa (Açores), 7.500$; Praia da Vitória, 35.100$; Sintra, 55.000$; Vila da Praia da Graciosa, 24.750$; Soure, 53.000$; Valpaços, 19.000$; Vila Nova de Foz Côa, 20.750$; Penafiel, 59.000$; Ponte da Barca, 7.500$; Poiares, 90.000$; Belmonte, 15.000$; Almada, 52.500$, e Maia 21.500$.

Tem-se discutido se as novas construções e ampliações de edifícios hospitalares devem, de preferência, fazer-se nos centros menores, de modo a obter-se o descongestionamento dos hospitais regionais e de zona, ou se, pelo contrário, deve cuidar-se, em primeiro lugar, das instalações e do equipamento nos grandes centros populacionais, onde mais facilmente pode assegurar-se o respectivo funcionamento.
Como se verifica pelo relato da actividade desenvolvida pela Comissão, e de harmonia com as disposições legais e a orientação do Governo, não se tomou posição quanto ao problema da prioridade, nem tinha de se tomar. Efectivamente, desde que as obras e o equipamento dos hospitais das sub-regiões e dos postos de consultas e socorros se realizam em regime de comparticipação financeira, estão forçosamente dependentes da iniciativa local, ainda que animada e auxiliada pelo Governo. Mas o caminha que se vai seguindo mostra bem o propósito de atender simultaneamente às necessidades dos grandes e dos pequenos centros. Assim se conseguirá que diminua desde já a afluência de doentes aos hospitais das sedes de distrito, especialmente de Lisboa, Porto e Coimbra, sem descurar a urgente necessidade de suprir as múltiplas deficiências de instalações e do equipamento que nestes últimos se verificam.
Estamos ainda no início da execução do plano de construções hospitalares; mas ao cabo de alguns meses de estudo das necessidades a satisfazer e das soluções técnicas aconselháveis, terminada a fase dos trabalhos fundamentais, sentimos o terreno desbravado e criadas condições para prosseguir em ritmo mais acelerado.
A orientação firme e decidida que nos tem sido dispensada permitirá que dentro de poucos anos as instalações hospitalares se mostrem actualizadas, satisfazendo as necessidades do presente e de um futuro bastante largo. Aqueles que trabalham na Comissão de Construções Hospitalares, com a consciência de que colaboram numa das mais notáveis acções empreendidas pelo Governo, encontram nesta certeza o melhor estímulo para a missão que lhes foi confiada.

António Pedrosa Pires de Lima
Presidente da Comissão de Construções Hospitalares

(Parte LXIX de …)


15 Anos de Obras Públicas – 1.º Vol. Livro de Ouro 1932-1947 (069)

(Fonte: 15 Anos de Obras Públicas – 1.º Vol. Livro de Ouro 1932-1947 – CONSTRUÇÕES HOSPITALARES – António Pedrosa Pires de Lima – Presidente da Comissão de Construções Hospitalares)

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