4 de março de 2024   
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Umas vezes de colaboração com o Estado e outras no exercício pleno da sua actividade administrativa, mas sempre de acordo com as normas de uma sã administração e de uma técnica progressiva, o Município de Lisboa, nos últimos vinte anos, tem valiosa contribuição. no progresso geral do País.
Já em 1927 a construção da Avenida 24 de Julho representou como que o acordar da cidade do longo período de esquecimento de suas glórias. É então que, grata ao rio fiel, obreiro das suas grandezas passadas, realiza, por assim dizer, a primeira sugestão da Avenida Marginal Ocidental.
Seguiu-se uma série de obras que, pela sua importância na evolução da cidade, revelam já a independência da Administração em relação a compromissos partidários e denunciam já o propósito de cuidar a sério do interesse público. É, por exemplo, o arranjo da Praça do Brasil e ruas adjacentes, a construção da Rua Castilho, da Rua Rodrigo da Fonseca, da Avenida Joaquim António de Aguiar; a remodelação e ampliação do Mercado 24 de Julho, o prolongamento da Rua da Palma, das Avenidas Pedro Álvares Cabral, Almirante Reis, Miguel Bombarda, Rovisco Pais, Manuel da Maia, Afonso III; a abertura da Avenida Columbano e transversais; a construção de troços da Avenida de Berna, Marquês de Tomar, Elias Garcia, da Índia, do Largo do Rego, da Praça do Chile, da Rua Luciano Cordeiro, de arruamentos diversos a Campo de Ourique, de vários bairros; é o arranjo da parte ocidental do Parque Eduardo VII e a ampliação da Estufa Fria; é, enfim, a construção de vários bairros económicos. Isto, além de outras obras que não importa referir.
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Mas, a seguir ao período da gerência das comissões administrativas que dirigiam o Município desde 1927 até à publicação do Código Administrativo e da reorganização dos seus serviços, entrou a administração em 1938 no exercício eficiente das suas funções, mercê da promulgação daqueles diplomas e da consequente ampliação dos meios técnicos e financeiros; estes, por forças das novas normas de administração geral do Estado, adoptadas em 1928, aqueles, por impulso pessoal do presidente do Município e Ministro das Obras Públicas, engenheiro Duarte Pacheco.
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Passaram, assim, a ter realidade grandes obras que o Município, antes de 1926, esquecido da cidade, nunca enfrentara e às quais, mesmo depois desta data, ansiosamente vinha dedicando cuidados ineficientes, como o plano geral da urbanização da cidade, o Aeroporto, o Parque Florestal do Monsanto, etc.; a prosseguir com ritmo acelerado outras que as condições de trabalho das comissões administrativas impediam de progredir – a construção de importantes arruamentos do plano previsto e publicado em 1935 –, e iniciaram-se outras ainda, que a administração ulteriormente foi incluindo nos seus planos de actividade, segundo a sua capacidade técnica e as possibilidades dos seus orçamentos, de harmonia com as necessidades pública e com a categoria da cidade.
(Continua)

(Parte XXII de …)


15 Anos de Obras Públicas – 1.º Vol. Livro de Ouro 1932-1947 (022)

(Fonte: 15 Anos de Obras Públicas – 1.º Vol. Livro de Ouro 1932-1947 – Urbanização – Lisboa nos últimos anos – Álvaro Salvação Barreto – Presidente da Câmara Municipal de Lisboa)

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