14 de dezembro de 2018   
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Desde 1936, a Junta Central e os altos Comandos da Legião Portuguesa, a par da preparação propriamente militar, sentiram a necessidade de cuidar, com especial carinho e na medida do possível, da formação moral e política dos seus filiados, de modo a que todos, e cada um deles, tomassem a plena consciência da sua verdadeira missão.
A vizinhança e a iminência do perigo desencadearam, em milhares de portugueses, espalhados por todos os recantos do País, o profundo sentimento de amor à Pátria, que importava defender, fosse como fosse e custasse o que custasse.
Por maravilhoso instinto, todos sentiram que era necessário e urgente, antes e acima de tudo, acorrer às armas, formando um bloco de resistência, que desse confiança e liberdade de acção, em caso de emergência, aos efectivos actuantes das nossas Forças Armadas.
Ajudar a salvar a Pátria foi o pensamento dominante, que galvanizou, numa exaltação sem precedentes, esses milhares de portugueses, que, de todos os lados, sem quaisquer preocupações de carácter social, se ofereceram para lutar e para morrer, em defesa da Pátria ameaçada.
Era necessário, todavia, que este impressionante entusiasmo, inspirado pelas circunstâncias, se mantivesse para além destas — o que só poderia conseguir-se, dando a cada legionário a verdadeira e sólida consciência da sua autêntica missão.
Foi em obediência a este pensamento, que os Altos Comandos determinaram, desde 1937 em diante, que a preparação propriamente militar fosse acompanhada por uma acção simultânea de sentido cultural, exercida, segundo directrizes superiormente elaboradas, pelos respectivos Comandos Distritais.
Através de um Boletim mensal, que se chamou «A LEGIÃO EM MARCHA» e de numerosas publicações, largamente difundidas nas fileiras legionárias; através de conferências e palestras, realizadas por graduados nas unidades e sub-unidades, nas sedes dos Batalhões e no Comando Geral, fez-se uma proveitosa campanha de consciencialização.
Mais tarde, reconheceu-se que esta actividade teria de ser levada mais longe, de modo a que os conhecimentos transmitidos se enraizassem em profundidade, dando a cada legionário, não só a desejada consciência da sua missão, mas, também, as armas dialécticas necessárias para contrabater, na vida diária, a doutrinação inimiga, subtil e tendenciosa.
Foram criados, com este objectivo, os Serviços de Acção Cultural, que funcionaram largos anos, na dependência da Junta Central, exercendo uma actividade formativa, que ultrapassou, em proveito, as fileiras legionárias.
Foi graças à acção deste sector, em aprofundados estudos, que muitos portugueses
tomaram perfeito conhecimento do perigo, que, na verdade, representa, para os povos civilizados, a difusão do comunismo.
A vasta bibliografia, elaborada pelos Serviços Culturais, constitue, ainda hoje,
uma valiosa fonte de informação para quem deseje conhecer, na sua essência revolucionária, a doutrina do Comunismo internacional.
Dentro da mesma linha de pensamento, foram instituídos, recentemente, os Serviços de Acção Psicológica, através dos quais, e na medida do possível, se procura
prevenir a massa legionária contra as manobras subversivas da anti-Nação e, ao mesmo tempo, fortalecer, em todos os filiados, o indispensável espírito de combate,
que a segurança da Pátria, desgraçadamente, ainda exige.
Alargaram-se e intensificaram-se os Serviços Cinematográficos, de modo a poderem constituir mais um instrumento de propaganda e cultura, em proveito não só das unidades legionárias, espalhadas pelo País, mas também das próprias populações
rurais, que assistem, quase sempre, em grande número, às exibições de filmes
seleccionados.
De facto, uma brigada móvel, devidamente equipada, percorre, com regularidade,
todos os Distritos do Continente, exibindo documentários dos principais acontecimentos
da vida nacional e alguns filmes de fundo, de natureza recreativa e
moral, em sessões que, sendo destinadas aos legionários e seus familiares, são, ao mesmo tempo, de carácter público.
Desta maneira, ou, melhor, de todas estas maneiras, a Legião Portuguesa
tem procurado ser, desde 1936 até hoje, não apenas, uma organização de moldes
militares, mas, também, e paralelamente, uma escola fomentadora das grandes virtudes, que dão altura e sentido à vida humana.
Formada numa explosão de autêntico patriotismo — do mais alto e do mais
belo, que a História regista — a Legião Portuguesa foi sempre, através de trinta
longos anos, uma escola permanente de sólida formação nacionalista.
De facto, para um legionário, seja qual for a sua posição social, desde o simples cavador de enxada, modesto e digno, ao Professor Universitário, a Pátria não se discute.
Este sagrado respeito, que envolve muitas outras virtudes — a valentia, o espírito de sacrifício, a abnegação, o desprendimento das coisas do mundo, incluindo o da própria vida — caracteriza esses milhares de homens, que passaram ou se mantêm nas fileiras da Legião Portuguesa, desde que esta surgiu na vida nacional, nas horas incertas de 1936, e pôde ser considerado, pela sua impressionante desenvoltura, «a expressão da consciência moral da Nação».
O respeito a Deus, a observância da moral cristã, o amor à família, o culto da disciplina, a obediência às autoridades legítimas, a defesa permanente da ordem social, a dedicação aos verdadeiros Chefes, na medida que estes encarnem o alto pensamento de bem servir a Pátria — são normas fundamentais, que orientam a vida legionária.
Explica-se, assim, que a Legião Portuguesa, assentando a sua existência sobre valores, que são eternos, haja sobrevivido, sem mudar de rumo, a tantas vicissitudes, nacionais e internacionais, podendo festejar, de consciência tranquila, com os olhos na Pátria, o seu trigésimo aniversário, integrado, por lógica coincidência, no quadragésimo da Revolução Nacional.


A Legião Portuguesa (27)

Legião Portuguesa: Expressão da Consciência Moral da Nação!
Trigésimo aniversário da Legião Portuguesa, 1936 – 1966, no quadragésimo ano da Revolução Nacional.

Formação Patriótica e Moral

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
«Salazar - O Obreiro da Pátria» - Marca Nacional (registada) nº 484579
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