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15/07/2007 00:07:04 ó pinho
já lhe disse homem, vá ao site do PCP que eles é que defendem os despreviligiados, os oprimidos etc. eles é que acabaram com o colonialismo na terra onde eu nasci. Eles é que são verdadeiros angolanos e livres de nós conseguiram um desenvolvimento fenomenal.... voçe é um vermelhinho daqueles, hã??
15/07/2007 00:01:52 ó pinho
Voçê descreveu muito bem a união europeia parabéns.
14/07/2007 23:57:52 Falar de SALAZAR: Nao E so falar do GRANDE ESTADISTA. Falar de SALAZAR: Nao E so falar da sua DEDICACAO PELA PATRIA. Falar de SALAZAR: Nao E so falar da sua OBRA PELA NACAO. Falar de SALAZAR: Nao E so falar dos seus GRANDES MINISTROS.
Falar de SALAZAR E TUDO ISSO E MUITO MAIS.
Tanto mais E: Que passados 37 Anos da sua morte,dele falam,as pessoas de BEM e os outros,os Intelectuais e os outros,os que Trabalham e os outros,os que Viveram no seu Tempo e os outros,Os Simples e os pedantes,os Honrados e os outros,os que cumprem e os faltosos,os que Nao teem mascaras e os que teem varias mascaras,os que Sabem e aqueles que pensam saber,os que teem uma ideologia e os que pensam que teem,os que Sabem o que E um Governo e os outros,os que Sabem a Diferenca entre o Portugal de 33 anos e o Portugal de 33 anos a esta parte e os outros que nunca souberam nada nem de nada sabem,nem eles proprios de si sabem quem sao e o que sao. Hoje todos falam e escrevem sobre SALAZAR.
SENHORES ISTO E UNICO PARA UM ESTADISTA.
SALAZAR NAO MORREU ELE ESTA VIVO ENTRE NOS TODOS.
HA MEMORIA DE SALAZAR
14/07/2007 22:16:30 A todos aqueles que visitam o SITE peço leiam Arquivos que tenho em FICHEIROS no meu PC e que estou enviando. Isto para o caso daquelas pessoas que não sabem o que aconteceu. Só para recordar. Aqueles que já leram me desculpem a REPETIÇÃO. Saudações para todos.
BEM HAJA TODOS ! VIVA SALAZAR ! VIVA PORTUGAL ! | Joaquim Oliveira de Almeida- São Paulo | TOPO |
14/07/2007 22:09:04 ARQUIVO SOBRE CAMPOS DE REABILITAÇÃO EM MOÇAMBIQUE do meu PC : -------------------------------------------------- "Sétima parte
NAS MÃOS DOS ALGOZES
Malawi na berlinda: A prisão no Aeroporto de Chileka.
O Malawi é um pequeno país refém geográfico. Encravado entre Moçambique, a Zâmbia e, no extremo nordeste, a Tanzânia, é praticamente dependente dos portos moçambicanos para o seu acesso ao mar. O seu líder histórico, Dr. Kamuzu Banda, viu-se numa situação em que simultaneamente tinha que agradar a Deus e ao diabo.
Por ocasião das festividades da independência nacional do Malawi, Banda foi citado como tendo dito que a independência do seu país só teria sentido se Moçambique se libertasse, igualmente, do jugo colonial. Com efeito, em 1965, quando começaram a afluir ao Malawi milhares de refugiados de Moçambique, o governo de Banda proporcionou-lhes alojamento em zonas como Likoma-Island, Mlanje e Cholo. Tacticamente Banda entendia-se com os revolucionários moçambicanos. Os operacionais dos movimentos guerrilheiros, tanto da Frelimo, como posteriormente do Coremo, entravam no Malawi para acções de recrutamento político apesar de não possuírem aí bases militares. Banda evitava hostilidades directas com Portugal, pois se por um lado queria a independência de Moçambique, por outro, dependia economicamente dos portos portugueses em Moçambique.
As relações entre o governo malawiano e a Frelimo esfriariam na segunda metade da década de 60 quando Henry Chipembere iniciou uma rebelião armada contra o governo de Banda, ao que se supôs, tendo como base de retaguarda a Tanzânia e algum apoio da Frelimo, através dos seus campos de treino no território tanzaniano. Simango conhecia bem o Malawi e os seus dirigentes. Já em Julho de 1969, deslocara-se àquele país na companhia de Joaquim Chissano, tendo aí permanecido sete dias em contactos com Kamuzu Banda e alguns membros do seu governo para, entre várias coisas, tentar quebrar o gelo que já separava as autoridades malawianas da Frelimo.
Homem ponderado e calculista, Banda terá sido apanhado de surpresa pelo golpe do estado de 25 de Abril em Portugal. Em 1974 os líderes do Coremo circulavam no Malawi com conhecimento do governo deste país que lhe concedia apoio de diversa ordem. Ciente da situação geográfica e da dependência económica do Malawi, a Frelimo, através do seu Departamento de Segurança, que na essência já era a Contra Inteligência Militar (CIM), iniciaria em Outubro de 1974 contactos com o Malawi em que sobressaía a chantagem política, visando a captura dos seus opositores políticos que aí circulavam com conhecimento das autoridades.
"Ou Banda colaborava para o bem das relações com o Moçambique governado pela Frelimo, o que se avizinhava, ou corria o risco de ver tensas as relações de vizinhança, com consequências de ver as suas rotas para o mar bloqueadas, imediatamente após a ascensão da Frelimo ao Poder"465.
Foi desse modo que o Malawi, na pessoa do Ministro na presidência, e então secretário geral do partido no poder, Dr. Albert Muwalo Nqumaio, e a polícia política malawiana (a Special Branch) conspiraria com a Frelimo contra as forças da oposição em Moçambique.
De descendência moçambicana, Albert Nqumaio era um de vários descendentes da linhagem do histórico imperador de Gaza (Ngungunhane) espalhados pela zona austral da África. Nqumaio tinha uma certa simpatia para com a causa da independência de Moçambique e, particularmente, assim que tomou conhecimento de que o movimento de libertação de Moçambique era dirigido por pessoas oriundas de Gaza, forjou amizade com alguns indivíduos da ala regionalista sul na Frelimo. Segundo relata Samuel Simango, membro da primeira hora nas fileiras da Frelimo e posteriormente do Coremo e do PCN, o então ministro na presidência malawiana chegou a possuir um cartão de membro da Frelimo na clandestinidade sem que o seu presidente, Kamuzu Banda, tivesse disso conhecimento. Banda terá embarcado na conspiração sob garantias dadas por Nqumaio de que nada de grave aconteceria tanto a Simango como a outros políticos moçambicanos que o Malawi entregasse à Frelimo.
-"Parece que Nqumaio disse a Banda que a Frelimo apenas queria a presença deles na Tanzânia para não se retardar o processo de ascensão de Moçambique à independência. Depois dopais ascender à independência, tanto Simango como outros políticos moçambicanos seriam postos em liberdade para desenvolverem livremente no país as suas actividades políticas. E Banda caiu na fita"466.
A colaboração do governo Malawiano nesse processo "de agilizar a ascensão da independência de Moçambique", "seria compensada por via de boas relações de vizinhança com o novo regime político que se instalaria em Lourenço Marques (Maputo). Banda, terá acreditado nessa estupidez"461 •
Depois da África do Sul, em Novembro de 1974 Simango seguiu com destino a Nairobi (no Kenya) na tentativa de estabelecer contactos com o presidente Jomo Kenyata. Na época, Kenyata era um líder influente nos corredores da OUA. Uria Simango estava profundamente convencido de que o velho estadista keniano teria a capacidade de influenciar o processo moçambicano a nível da OUA, pois esta organização reconhecia também o Coremo como um movimento legítimo, representativo das aspirações do povo moçambicano à independência.
Tudo indica que enquanto Simango se dirigia ao Kenya, o suposto espião infiltrado no PCN já se encontrava naquele país na companhia do Padre Mateus Gwengere. A chegada de Simango à capital keniana era do conhecimento de ambos. Todavia, por razões imprecisas, o reverendo não se encontraria com o Padre Gwengere. Simango chegou a Nairobi em data imprecisa da primeira quinzena de Novembro. As circunstâncias da sua saída daquela cidade em direcção ao Malawi estão ainda por esclarecer na sua totalidade. As informações indicam que o aludido espião recebera instruções de Dar es-Salam para aliciá-lo a descer para o Malawi afim de contactar a Frelimo sob os auspícios do Governo malawiano na pessoa do ministro na presidência, Dr. Albert Muwalo Nqumaio. O espião, terá sido a pessoa ao cuidado de quem Nqumaio enviou um telegrama à Simango, solicitando a sua urgente presença naquele país a fim de "discutir o processo moçambicano". Com efeito, Simango atenderia de imediato a solicitação, viajando de avião para Blantyre sendo a passagem custeada pelo Alto Comissário do Malawi em Nairobi. À sua chegada ao Aeroporto de Chileka, Simango foi recebido pelas autoridades malawianas. Contudo, cedo se apercebeu da estranha recepção que lhe havia sido dispensada. Segundo as suas palavras, viu à sua volta pessoas estranhas a controlar-lhe os movimentos e, minutos depois, chegavam outras que ele supôs tratar-se de agentes da Special Branch malawiana. Foi introduzido numa viatura e encaminhado para a fronteira com Moçambique. Chegado a fronteira de Milange, Simango dissipa então as dúvidas. Acabava de cair numa armadilha. Ia ser entregue à Frelimo, pois já lá estavam outros detidos, todos eles ligados ao PCN, tais como Paulo José Gumane, Samuel Brito Simango assim como nove membros daquele partido que haviam sido presos no Shire Highlands Hotel em Limbe, Malawi468. O Reverendo Una Simango entrava assim na derradeira caminhada para a morte.
A recepção dos detidos do lado moçambicano da fronteira esteve a cargo de João Honwana e do comandante da base da Frelimo em Mongue, Mabuko Feitotudo. Ambos trataram de separar Uria Simango e Paulo Gumane do restante grupo de pessoas detidos no Malawi. Simango e Gumane foram de seguida conduzidos à cidade de Quelimane e daí para o campo de preparação político-militar da Frelimo em Nachingweia, Tanzânia469.
Com efeito, nas diversas cerimónias de julgamento público desde Março a Maio de 1975, assinalar-se-ia naquele centro não só a presença de Uria Simango, como também da maioria dos detidos em Moçambique, Zâmbia e Tanzânia no período que vai do 25 de Abril a Novembro de 1974. Nachingweia viria a ser então o testemunho vivo da maior conspiração política de todos os tempos em África, envolvendo as autoridades de quatro países da região austral.
Como troféus de guerra, Simango e outros políticos moçambicanos seriam desfilados e exibidos publicamente por Machel e Marcelino dos Santos sob o olhar de aprovação de Julius Nyerere e Kenneth Kaunda, então respeitáveis estadistas de África.
No rescaldo da contenda: Cantando salmos
"Posso ser uma pessoa despresível, mas quando a Verdade fala em mim, sou invencível"
- Mahatma Gandhi -
O Rev. Simango tinha uma coisa a fazer: Detido, vilipendiado, e sem nenhum meio de defesa perante homens que faziam da vida um jogo de morte, restava apenas encomendar a sua alma a Deus. Afinal, ele era um pastor e sabia em que mãos se encontrava. E um homem como ele, moldado pela palavra de Deus nas mãos de homens despidos de senso humano, nada tinha a fazer senão orar para que o Omnipotente perdoasse os que não sabiam o que faziam. Nachingweia doeu, como doeria ainda mais todo o subsequente processo da descolonização portuguesa e, posteriormente, o Moçambique independente.
Sob uma vigilância apertada, proporcionada por dois pelotões, Simango chega a Nachingweia a 21 de Novembro de 1974. Foi encarcerado, na companhia de outros, no que havia sido até ao momento a casa de Samora Machel, enquanto comandante do centro.
"A notícia da sua prisão caiu como que uma bomba para alguns de nós. Pela primeira vez vi o senhor Mungaka a chorar. O homem soluçava às escondidas como um bezerro desmamado. Aquilo foi triste. Eu e muitos outros quase que ficámos uma semana sem conseguir tragar um alimento. Nada podíamos fazer. A guarnição estava a cargo do grupo em quem Samora depositava maior confiança. A situação foi mais constrangedora quando nos apercebemos de que a Dona Celina também se encontrava entre os detidos. A senhora estava na companhia de uma senhora de Cabo Delgado, chamada Verónica, guarnecida num outro local por um pelotão de DF*10. Não se permitia que ninguém se aproximasse do perímetro do local onde os presos estavam encarcerados. Nem amigos, nem familiares. Havia ordens expressas de que em caso de tentativa de fuga se disparasse para matar. Andávamos às voltas dum lado para outro, sem sabermos o que fazer. À noite, alguns de nós choravam num canto, porque sabíamos qual era o fim daquilo. Como os chefes sabiam que nós gostávamos de Simango, tudo fizeram para nos controlar os movimentos. Alguns daqueles guardas hoje sentem-se profundamente chocados pelo que faziam. Não querem acreditar como ingenuamente foram usados para fazer mal aos outros. É assim a vida, o arrependimento vem sempre tarde"411.
No seu regresso a Nachingweia depois duma digressão por Ásia na companhia de alguns responsáveis da Frelimo, Samora Machel e seus camaradas são citados como tendo jubilado de seus feitos. A maioria dos dissidentes da Frelimo encontrava-se agora nas suas mãos, o que por si denotava a índole do regime que se preparava para se impor ao país em nome da dita democracia popular.
Mas o Reverendo jurou manter a dignidade. Não desfaleceria perante qualquer espécie de intimidação ou tortura, pois "a marcha para a morte será longa" - como diria ele próprio aos seus colegas de cativeiro aquando da sua transferência para M'telela. Nas noites escuras do cárcere, Simango cantarolava os salmos da Igreja que, para além de encorajá-lo, comoviam alguns dos seus companheiros e os próprios carcereiros. Doeu-lhe a alma rever pela primeira vez, depois de meses de separação forçada, os seus companheiros de luta de olhos lacrimejantes. A sua esposa estava entre eles e, ao avistarem-se, os seus olhares transmitiam dor e tristeza. Nada sabiam do destino dos seus três meninos, Maúca, Mbepo (Deviz) e Mbiyo (Lutero). Os dias no campo de Nachingweia seriam passados sob torturas físicas e trabalhos forçados na machamba que circundava o centro. Os métodos de interrogatório que se seguiram, baseados nos manuais dos "mestres" da Europa do Leste de então, ilustravam a rapidez com que os paladinos da liberdade em Moçambique assimilaram a matéria da ditadura do proletariado. Era preciso esgotar a resistência física e espiritual dos acusados. Era preciso fatigá-los, pois uma vez caídos nessa fase, tornar-se-iam apáticos e concordariam com tudo o que deles se exigisse. Era preciso convencê-los de que as suas declarações seriam a única forma de poderem ainda prestar um valioso serviço à nação depois de todos "prejuízos" por si causados e, garantir-lhes de que a vida dos seus ente queridos, dependia do grau de colaboração que prestassem, a bem da naçãol...
Todavia, o Reverendo Simango, a despeito da confrangedora situação em que se encontrava, relatou com dignidade toda a sua trajectória desde a sua saída do território tanzaniano (em Abril de 1970) até a data do seu rapto. Não desfaleceu. Falou dos contactos que manteve depois do 25 de Abril em Moçambique no âmbito do seu esforço para encontrar uma solução justa para o processo da descolonização do país. Falou do que pensava sobre o que era uma independência. No fim, rematou: "Tal como vocês, meus irmãos, estou profundamente preocupado com a independência do nosso país. Se acham que não, então, matem-me. Não sou eu quem vos julgará. É a história"m.
Os dias foram passando, como passavam as tortuosas noites com as ameaças de morte subjacentes nos discursos do chefe do campo e dos sequazes mandatados pela casta regionalista do sul. E eis que chega Março. Simango é confrontado com um documento em que se lia que ele confessava ser o causador de todas as desavenças vividas na história da Frelimo; que ele é que havia planificado a morte do Dr. Eduardo Mondlane; que ele era muito ambicioso e que sempre sonhara em ser o líder máximo da Frelimo; que ele sempre estivera ao serviço de forças imperialistas do ocidente contra a independência e unidade do povo moçambicano e que, perante tudo aquilo, reconhecia que errara e pedia ao povo moçambicano que o perdoasse e educasse.
Os mentores da tal confissão, exigiam-lhe que assinasse o documento como condição duma clemência para ele e para a sua família Simango recusa e diz peremptoriamente:
"Antes a morte do que assinar isso. Matem-me para me pouparem o sofrimento. Isso nunca assumirei no meu juízo normal"41.
E o sol foi-se pondo e dispondo, sucedendo-se os dias. A uma determinada altura da vida dos presos em Nachingweia, as torturas físicas mudaram de executores. Passaram a ser confiadas a um grupo de ex-pides e alguns OPVs que na circunstância se encontravam também detidos naquele centro. Segundo um dos detidos, os ideólogos da ala regionalista do sul e seus aliados haviam-se apercebido de que os guardas (guerrilheiros) a quem fora incumbida a missão de torturar os presos faziam-no da forma mais leve possível, pois a maioria deles conhecia Simango e alguns dos detidos como seus ex-chefes, homens respeitáveis. Condoía-lhes a nova situação em que se encontravam de ter que maltratar esses homens, pessoas por quem sempre nutriram confiança. Em cada missão de tortura, Simango, longe de chorar ou gritar como queriam vê-lo fazer, cantarolava os salmos, acabando por comover os pacatos guerrilheiros. E sempre que os mandantes virassem as costas, ficava o Reverendo e outros presos numa amena conversa com os seus algozes de circunstância.
"Os tipos começavam a lavar-se em desculpas em frente de Simango e de outros. Diziam que estavam a cumprir ordens senão eles ficavam também mal Foi daí então que os chefes do centro decidiram mudar de trabalhadores, pois descobriram que os guardas, no lugar de fazerem um trabalho limpo, brincavam e punham-se a conversar com os "reaccionários". Ainda viam em Simango um homem que merecia um tratamento condigno. Era preciso mostrar-lhes que Simango e os outros já não eram nada. Assim, dirigindo-se a outros presos (os tais PIDE's e OPVE's), Samora Machel disse: 'vocês foram talhados pelos colonos a maltratar o povo. Agora quero prova das vossas capacidades aqui. Para melhor colaborarem com a revolução, devem dar provas daquilo que aprenderam com os vossos patrões. Temos aqui reaccionários, moleques dos colonos que vocês devem trabalhar para confessarem. Apliquem o que aprenderam, ouviram?' "474
A missão coube a Valentim475 e a um grupo de OPVs. Simango e os restantes presos seriam psicológica e fisicamente torturados diariamente por esse bando. Para se ter uma vaga ideia da dimensão da tortura psicológica e física que os presos enfrentaram em Nachingweia, basta recorrer a alguns depoimentos das vítimas:
"Quando cheguei a Nachingweia na condição de prisioneiro, meteram-me numa minúscula cela onde já estavam outros. Tínhamos dificuldades de nos estendermos, e à noite aquilo ficava às escuras. Machel não estava no Centro quando lá cheguei. E parece que não estava mesmo na Tanzânia. Mas não demorou a regressar. Um dos seus capangas e conselheiro, muito conhecido cá na praça, que acabava de regressar na companhia dele, quando me viu no grupo dos presos quase que pulou de alegria. Começou a sorrir naquele seu sorriso de carniceiro. O tipo conhecia-me bem, fui chefe dele noutras paragens em serviço da Frelimo. Dirigiu-se a mim e disse: oh! Honwana, estás aí também?!, vou arranjar-te um sítio melhor, aqui não dá para ti. Retirou-me daquela cela. Eu convencido de que me ia pôr num sítio melhor, mandou fechar-me num lugar que antes era uma capoeira. Aquilo tinha uma lâmpada forte, daqueles que se usam nas chocadeiras. A noite era uma luta terrível com os insectos que, encadeados pela luz, voavam em direcção à lâmpada que estava por cima de mim. Foi aí que vi que aquele tipo não prestava mesmo""6.
Aquando da sua transferência de Nachingweia para o Niassa, o Reverendo Simango relataria aos outros presos um episódio macabro:
"Dias antes da sua apresentação pública em Março de 1975, os carrascos, a mando dos chefes da segurança da Frelimo, fizeram na sua presença uma cova de comprimento de uma sepultura para um adulto, com cerca de metro e meio de profundidade. Foi aí conduzido atado dos pés às mãos e, de seguida, deitado na berma dessa cova. De seguida apareceu o "V" na companhia do "M"para certificarem-se da prontidão do processo. Mandaram trazer a esposa do reverendo numa derradeira tentativa de persuadi-lo a vergar. Foi duro para os dois. Voltando-se para Celina Simango, "V" disse-lhe que tomara conhecimento de que também se encontrava no campo de Nachingweia, e que por isso achou por bem mandar chamá-la para despedir-se do marido. "V" Acrescentou que apesar de tanto trabalho feito pelos camaradas da segurança, no sentido de ajudar o marido, Simango não queria colaborar, "V"disse ainda a Celina que o Comité Executivo da Frelimo havia decidido que Simango devia morrer e era importante que Celina o persuadisse a colaborar para evitar que tal viesse a acontecer. Contrariamente ao que "V" e o seu companheiro esperavam, Celina disse apenas isto: ‘Se é para morrer, vá e descanse em paz Uria. Um dia alguém se lembrará que também lutaste para a libertação de Moçambique!.'
Dito isto, imediatamente, Celina foi arrastada e retirada do local. A senhora viveria os dias seguintes convencida de que o marido havia sido morto naquele mesmo dia. Só se apercebeu de que o esposo ainda vivia no dia da apresentação pública, quando ela, o marido e todos nós fomos retirados das celas para a parada"477 .
Mas naquele dia da simulada sepultura, algo de grave voltou a passar-se na ausência de Celina. Simango preferia a morte do que assinar um documento que não fora da sua autoria. A irredutibilidade do Reverendo foi tal que se optou por lhe garantir que se iriam transcrever todas as suas declarações conforme o seu pedido. Para surpresa sua, no dia da apresentação pública, Simango repararia que o documento que tinha em mãos como sendo a transcrição das suas declarações estava gravemente alterado. As suas afirmações estavam deturpadas de cima para baixo. A despeito de constar no documento alguns relatos verídicos, o documento continha grande parte de tudo aquilo que recusara assumir no seu juízo normal. Segundo ainda um dos presos, a técnica utilizada foi apenas convence-lo a assinar o documento dactilografado, como sendo produto da transcrição das suas declarações. E isso foi feito sob fortes ameaças. "Mas uma confissão tirada a força daquela maneira não tem nenhuma validade para sustentar uma acusação"41*. De facto, segundo escreveria mais tarde Benedito Muianga, tudo indica que Simango não confessou nada. "A confissão de Uria Simango fora, na realidade, redigida por Sérgio Vieira" -escreve Muianga479.
"O amor à mulher e aos filhos jogou um papel de peso para o desequilíbrio psicológico de Simango. Ele próprio disse que o haviam obrigado a ler um documento que se pretendia ser a transcrição das suas declarações. Antes de começar a lê-lo chamaram-lhe a atenção para o facto de que esse documento estava em duplicado. Tinha sido fotocopiado. Estaria alguém a acompanhar frase por frase tudo o que pronunciasse. Caso não o lesse em conformidade, antes dele, quem pagaria a factura seria Celina e as crianças. Aí, tudo se alterou. Simango sabia do que Machel e o seu grupo eram capazes. O Reverendo, naturalmente, perante a situação de indefeso em que se encontrava, admitia que o pudessem molestar, mas como qualquer pai e chefe de família, arrepiava-lhe a ideia de ver a sua esposa e os seus filhos em agonia nas mãos de qualquer sanguinário. Samora e seus camaradas eram capazes de tudo desde que a meta fosse a consolidação do poder político. Portanto, para ele, Cetina e as crianças tinham que estar fora daquilo. Então leu aquele documento."4*0
Com efeito, quem o viu confirma o estado de espírito em que o Reverendo se encontrava no momento da leitura desse documento. Simango estava desfeito. Sob o olhar de centenas de combatentes, de jornalistas internacionais e dos dignitários de Tanzânia e Zâmbia, o Reverendo gaguejava, aparentando que a terra lhe saía dos pés. Samora Machel, o juiz-mor do grande julgamento, no seu estilo peculiar, ia intimidando a vítima que matreiramente havia atraído a uma cilada:
Você é reaccionário não é?
…
Também é racista e tribalista, nós sabemos disso!
…
Foi você quem criou aqueles problemas todos na Frelimo, nós sempre soubemos disso!481.
Num terrorismo psicológico característico do nazismo, e frente a uma multidão embrutecida pela ignorância e pêlos actos de meia dúzia de pessoas que se arvoravam em legítimas defensoras das aspirações do povo moçambicano, os infelizes presos estavam sós e entregues ao diabo. A dor sangrava os corações. Perante Machel, um dos prisioneiros desata a chorar. Encharcado de lágrimas, prostra-se aos pés do grande líder, implorando clemência. Tratava-se de José Eugénio Zitha. Em Nachingweia, a Frelimo recorria ao ridículo para convencer a distraída assistência da justeza da sua luta: Zitha era acusado de ser espião ao serviço da PIDE no seio dos estudantes de medicina na então Universidade de Lourenço Marques, onde com apenas dois anos do ensino do primeiro grau havia sido autorizado a matricular-se pelo regime de Marcelo Caetano a fim de cursar medicina!482
Fazia-se assim o espectáculo mais humilhante possível contra alguns moçambicanos que pecaram apenas por pugnarem por uma liberdade e por uma independência que as suas consciências lhes ditavam.
Ironicamente, meses depois do travesti de justiça encenado em Nachingweia, já nas festividades da proclamação da independência do país, entre tantos que no seu estilo característico Machel batia nas costas, o novo presidente de Moçambique aproximar-se-ia, no decurso do banquete, do velho combatente João Muchanga. Entre confabulações espaçadas de goles de vinho, em surdina, no ouvido do velho combatente, Machel manifesta a sua sincera dor pelo destino de Simango:
''Olha para esta felicidade camarada Muchanga. É pena pá. Estou a pensar no Simango. Aquele homem trabalhou tanto para este dia!... enfim, é a vida. Mas não há problemas, o homem está nas nossas mãos. É nosso"483.
"Fiquei sem perceber o que Samora quis dizer. Mas pareceu-me que estava a querer dizer que Simango ia brevemente ser posto em liberdade e voltaria para o nosso convívio. Quando soube que o haviam morto, aí é que acreditei mesmo naquilo que alguns camaradas diziam. Machel e alguns camaradas cometiam crimes. Na altura da guerra, algumas mortes de pessoas que não concordavam com certas coisas pareciam acidentais. Poucos podiam falar delas como crimes, porque a maioria tinha medo e era difícil provar. Mas, e agora, depois da independência, porque é que mandaram fazer isso? Uma pessoa que todos sabiam estar nas mãos das autoridades desaparece e nem ao povo e nem à família se diz alguma coisa. O que é que querem que as pessoas pensem? Simango não era uma pessoa qualquer para não se saber oficialmente o que se fez com ele. Eu não estudei muito, mas penso que é assim.".4*4
Pouco se sabe dos acontecimentos em Nachingweia nos meses que se seguiram a apresentação pública dos prisioneiros políticos. Mas após a proclamação da independência de Moçambique a 25 de Junho de 1975, o governo tanzaniano via terminada a sua missão de dar guarida aos combatentes libertadores de Moçambique. Desde então, cabia às novas autoridades moçambicanas remover os seus bens e prisioneiros do território tanzaniano para a terra liberta. Em Novembro, Simango e outros prisioneiros foram levados numa coluna de camiões militares, cobertos de lonas, para Tunduro. De seguida foram conduzidos para Mbaba-bay no extremo sudoeste da Tanzânia onde lhes aguardava uma fragata do ex-exército português que os levaria a Metangula, no Niassa. No dia seguinte à chegada a Metangula foram encaminhados para Lichinga e, desta cidade, para M'sawize. Posteriormente, seriam encaminhados para o chamado campo de reeducação de M'telela onde foram executados. Consumava-se, assim, o dito popular tsonga, "massassane afeia kwatini"485, e confirmava-se então a perca de uma batalha, pois, a guerra, essa, manteve-se em toda a sua plenitude acesa, e os que ficaram continuaram a cantar o "We shall overcome" até ensurdecer os tiranos. No início da década de noventa, como que confirmando a lendária tese de "adaptação a novas circunstâncias" de Sun Tsu486 os dirigentes da Frelimo passaram de ditadores a paladinos do plurarismo político e da concórdia. Eles é que mudavam, e não as suas vítimas.
Entretanto, acredita-se que em 1977, Kamuzu Banda tomou conhecimento das sevícias a que estavam sujeitos os homens que o seu governo havia ajudado a prender. As garantias dadas por Nqumaio de que após a ascensão de Moçambique a independência Simango e seus companheiros seriam postos em liberdade não foram cumpridas. Kamuzu Banda apercebeu-se, então, da natureza real da conspiração por si consentida. Teve ainda conhecimento dos contactos secretos que Nqumaio mantinha, tanto com Dar es-Salam como com o regime da Frelimo, então já sediado em Maputo. Segundo relatos de uma das fontes consultadas, o facto ter-lhe-á enfurecido a ponto de procurar ajustar contas com o seu ministro, acusando-o de um atentado golpista. Assim, Nqumaio viria a ser condenado à morte e executado ainda em 1977 pelo governo de Banda. O seu filho mais velho ter-se-á refugiado em Moçambique onde permaneceu por longos anos. A um outro senhor, Focus Gwede, então director da Special Branch malawiana a quem Banda igualmente acusou de conluio no plano do golpe e na detenção dos políticos moçambicanos, coube a sorte de uma condenação a prisão perpétua, pena que não cumpriria na íntegra graças aos ventos da democracia multipartidaria que sopraram sobre o Malawi no início da década de 90. Saiu da prisão com a subida ao poder de Bakili Muluzi487
Código Namuli: Do rapto em Nairobi a farsa jurídica
Há algumas curiosidades que não encontram resposta nos confusos acontecimentos ocorridos entre 1974 e 1977 na África Austral. A menos que os envolvidos na maioria das tramas da região na época se pronunciem sobre alguns contornos da história recente de Moçambique, tudo indica que muito ficará por esclarecer e, quiçá, registar para a posterioridade.
Segundo se diz, a uma dada altura da sua permanência no Kenya, o padre Mateus Gwengere chegou a desconfiar de alguém relativamente ao rapto do Reverendo Uria Simango. Disso, Gwengere chegou a reportar por carta a Jorge Jardim, então refugiado algures na África ocidental. Na carta, Gwengere é citado como tendo afirmado que um "elemento de confiança, ou como tal considerado, se infiltrara no seu grupo, actuando para os serviços secretos da Frelimo."4™.
Dados posteriores colhidos no decurso das pesquisas para a elaboração deste livro, indicam que Gwengere não estava enganado. Contudo, curiosamente, meses mais tarde, a despeito de ter chegado a conclusão de que a Frelimo havia infliltrado espiões no seu grupo, Gwengere cairia numa cilada, ao que tudo indica, em que participou CMM489, o mesmo espião do enredo da captura de Simango.
Em Setembro de 1975, as autoridades tanzanianas e o governo da Frelimo em Moçambique assinaram um acordo económico e ideológico490 que viria a reforçar o já obscuro campo das relações entre os dirigentes dos dois Estados vizinhos. Embora tardiamente explícito por via de uma assinatura formal, o acordo já implicitamente existia muito antes da independência política de Moçambique. A constante interferência das autoridades tanzanianas na contenda entre os moçambicanos fazia parte desse plano tácito. Foi na sequência dessa colaboração que as autoridades tanzanianas prenderam, em Tanga, Miguel Murupa e igualmente perseguiram e prenderam no norte do território tanzaniano Raul Casal Ribeiro e sua esposa Lúcia Tangane. Todos, na companha de quatro filhos menores do casal Ribeiro, foram entregues a Frelimo em Nachingweia.
É igualmente conhecido o rapto do cidadão português Adelino Serras Pires e de dois familiares deste pelas autoridades tanzanianas. Com efeito, sem conhecimento das autoridades do seu país (Portugal) e sem nenhuma ordem jurídica expressa para o efeito, Pires foi extraditado do território tanzaniano para Moçambique em Agosto de 1984. Permaneceu sob desumanas condições por um longo período incomunicável na cadeia da Machava e, posteriormente, na cadeia da Xefina491.
Um estudo recente492 igualmente fala da existência de um Conselho Revolucionário, organismo concebido pela Tanzânia, com jurisdição e responsabilidades mais amplas ao nível da África Austral e em cuja hierarquia pontificavam Julius Nyerere e Samora Machel.
Tal como o rapto de Uria Simango, a história do desaparecimento do padre Mateus Pinho Gwengere é outro caso que ilustra o quão o regime samoriano em Moçambique não descansava enquanto não visse os seus históricos oponentes fora do baralho. Para isso dispendia milhares de contos na compra de consciências de homens despidos de moral.
CMM era um jovem seminarista natural de Murraça na província de Sofala. Igualmente, como muitos outros jovens da sua idade na sua época, juntou-se à Frente de Libertação de Moçambique no início da segunda metade da década sessenta. Fez parte do grupo dos contestatários aos procedimentos de Mondlane. Isso ter-lhe-á valido a deportação para Rutanda em Julho de 1968. De Rutanda escapou na companhia de outros dois para o Kenya onde se fixaria até ao "golpe de Estado" de 25 de Abril em Portugal. Regressaria a Moçambique na companhia do Padre Gwengere que, igualmente, havia escapado para o território kenyano nos fins de 1972 na companhia de Willis Shultz493, depois da tentativa de assassinato de que fora alvo na paróquia da diocese de Tabora onde estava afecto. Juntamente com outros contestatários aos procedimentos da Frelimo em 1974, CMM desenvolveria a sua actividade política filiado no Partido de Coligação Nacional liderado pelo Rev. Uria Simango. De forma pouco clara, CMM passou de contestatário aos procedimentos da Frelimo a espião desse movimento no interior do PCN. Em Setembro ou Outubro de 1974, face à turbulência então instalada em Moçambique, empreenderia uma nova fuga de regresso a Nairobi, ao que tudo indica, na companhia do Padre Gwengere.
Enquanto uns eram publicamente apresentados em Nachingweia e planificado o seu encaminhamento à terra liberta, os tentáculos da Frelimo mantinham-se em plena actividade no estrangeiro. E, para além fronteiras, um dos alvos a abater era o Padre Mateus Pinho Gwengere.
Estando o padre em Nairobi depois da sua saída precipitada de Moçambique em 1974, seria meses depois aliciado a participar numa suposta reunião com alguns tanzanianos que se apresentaram como sendo opostos ao regime tanzaniano de Julius Nyerere. Para o efeito, segundo dados da nossa pesquisa, ninguém mais do que CMM garantiria o pleno êxito da operação, pois desde 1968 que Gwengere convivia com ele e, a lealdade étnica havia dissipado na mente do padre qualquer réstia de desconfiança em relação ao jovem seminarista. Segundo fontes em Nairobi, raras eram as vezes em que se via o padre Gwengere sem que não estivesse na companhia de CMM ou de Wills Shultz. CMM era como que um secretário particular de Gwengere e Shultz um conselheiro, assevera uma das fontes.
Na primeira quinzena de Outubro de 1976, um grupo de supostos opositores ao regime de Nyerere na Tanzânia far-se-ia a Nairobi para raptar o padre Mateus Gwengere e encaminhá-lo à Moçambique. Segundo fontes no território Kenyano, o plano, concertado entre as polícias políticas de Moçambique e da Tanzânia, contou com a colaboração do suposto espião, CMM. Com efeito, depois de preliminares consertações, na tarde de 11 de Outubro de 1976, Gwengere e CMM partiam de Adam ‘s Arcada494 na companhia de dois tanzanianos numa viatura para o que se supunha ir tratar de assuntos da luta comum de dois povos irmãos contra dois tiranos na África Austral - Julius Nyerere e Samora Machel. Segundo aqueles tanzanianos, "Machel era filho de Nyerere e sem Nyerere ele não podia permanecer por muito tempo no poder em Moçambique". Era, portanto, "preciso cortar a raiz para fazer secar a árvore"495. Um outro refugiado moçambicano, que na circunstância se encontrava com o grupo, desconfiado das atitudes de CMM e do grupo dos tanzanianos, teria sem sucesso alertado o padre para se acautelar, pois a atitude ostensiva com que o grupo tratava de assuntos de natureza política era demasiadamente suspeita para se poder confiar nos seus propósitos. Contudo, a despeito deste alerta, Gwengere estava profundamente seguro de que nada de contrário aconteceria, pois CMM era o seu homem de confiança. A existir qualquer perigo certamente que este tê-lo-ia alertado a tempo de não se aproximar daqueles tanzanianos. O precavido homem ficaria assim de fora e o padre partiria com os três, ostensivamente para uma reunião com exilados tanzanianos em Mombassa. Só que a viatura em que seguiam, pertencente a um funcionário da representação tanzaniana na Comunidade dos Países da África Ocidental em Nairobi, rumou em direcção a Namanga na fronteira entre o Kenya e a Tanzânia. Tanto CMM como o padre nunca mais seriam vistos nos círculos dos refugiados moçambicanos no Kenya.
Tudo indica que o Padre Mateus Gwengere não entrou vivo em Moçambique. Terá sido abatido numa tentativa de fuga quando já era conduzido em direcção à fronteira da Tanzânia com Moçambique. Os seus restos mortais seriam transportados na clandestinidade para a margem moçambicana do rio Rovuma, onde foram sepultados de qualquer maneira496.
A questão de Simango e outros presos políticos em Moçambique, esteve sempre envolto num manto espesso de grande secretismo, uma característica de governos totalitários. Pouco se sabe com exactidão que vida levavam os presos políticos no centro de M'telela. Contudo, particularmente para o Reverendo Simango e sua esposa, é salutar o gesto que se lhes dispensou de, ao menos, corresponderem com os filhos, então aos cuidados dos tios na cidade da Beira. Tanto em Nachingweia como no Niassa, o casal Simango deu notícias do seu estado de saúde por via de cartas. Simango lembrava-se de cor do endereço (caixa postal 396) da Igreja de Cristo Ramo de Manica e Sofala. Sabia que por via dessa caixa postal era possível trocar correspondência com os filhos e com o seu irmão Elijah. Como os seus carcereiros lhe haviam garantido que os filhos estavam bem e aos cuidados dos tios na cidade da Beira, Simango pediu imediatamente que lhe permitissem corresponder-se com os garotos. Encaminhada a preocupação, num gesto impar de humanismo, a chefia da Frelimo consentiu. Nos fins de Novembro de 1974, Simango deu a primeira notícia através duma carta cuja recepção foi acusada pelo filho Lutero. Prontamente, Lutero respondeu ao pai nos princípios de Dezembro, facto que sobremaneira o tranquilizou. Já em Moçambique, Simango não sabia em que local de Niassa se encontrava, pelo que no cabeçalho de cada carta, apenas escrevia: Província de Niassa. O conteúdo das cartas reflectia o grau de controlo e censura a que estava sujeita toda a correspondência de e para o campo. Tanto o Reverendo como a esposa limitavam-se apenas a dizer que estavam bem de saúde, solicitando de seguida que Lutero lhes falasse dos seus estudos e dos irmãos. As respostas às cartas vindas de Niassa, eram postadas pelo filho na cidade da Beira para um endereço que, mais tarde, se viu tratar-se da caixa postal do Governo Provincial de Niassa. JM., então funcionário ligado a CIM no governo de Niassa, afirmaria mais tarde que toda a correspondência era violada em Lichinga. Como Lutero escrevesse em Inglês, cabia a um indivíduo de nome DD lê-las e efectuar a respectiva tradução. JM confirma que Simango e Celina receberam algumas dessas cartas497. A última carta de Simango para o filho é datada de 15 de Fevereiro de 1976. Celina, por sua vez, escreveria a sua última carta aos filhos no dia 12 de Fevereiro de 1981, mas, em nenhuma delas a senhora fala do marido a partir de Abril de 1976. Diz apenas que está bem e recomenda aos filhos que estudem muito.
De Março de 1981 em diante o silêncio foi total, o que levou tanto os filhos como a maioria dos familiares a desconfiar de que algo de sinistro se estava a passar. Em 1982, Jorge Costa, ex-director nacional de segurança, dissociar-se-ia do regime indo procurar refúgio e protecção na África do Sul. Foi a partir daí que a execução sumária dos prisioneiros políticos moçambicanos viria a ser conhecida. Foi ainda desvendado e relatado o plano do governo da Frelimo em forjar um documento visando dar credibilidade jurídica à pena capital aplicada a Simango e aos seus companheiros à revelia dos tribunais. Com efeito, a revista sul africana Scope publicou a 11 de Fevereiro de 1983 a transcrição do documento que daria início ao macabro plano, tendo a atestá-lo a assinatura do então Ministro da Segurança, Jacinto Veloso. Eis, na página a seguir, a transcrição do referido documento:
MINISTÉRIO DA SEGURANÇA Ordem de Acção n. 5/80
De: Dl
Para: DB e o Chefe da BO
No espírito dos costumes, usos e tradições da luta armada de libertação nacional, o Comité Político Permanente da Frelimo julgou e condenou a morte por fuzilamento os seguintes desertores e traidores do povo e da causa nacional, que foram já executados:
Uria Simango
Lázaro Nkavandame Júlio Razão Nihia Mateus Gwengere
Joana Simeão
Paulo Gumane
De forma a prevenir possíveis reacções negativas, internas ou internacionais que possam surgir em consequência da execução desses contra-revolucionários, o Comité Político Permanente decidiu publicar este acto como uma decisão revolucionária do partido Frelimo, e não como um acto jurídico.
É portanto necessário compilar um dossier declarando a completa história criminal desses indivíduos, bem como suas confissões aos elementos da DD/SI que os interrogaram, declarações de testemunhas, autos do processo e sentença.
Para além desse dossier, deve se fazer um comunicado que será lido pelo camarada Comandante em Chefe onde ele anunciará a execução dos acima mencionados contra-revolucionários.
Foi decidido nomear um Comité para compilar o dossier e preparar o comunicado. O camarada comandante em chefe decidiu que o acima mencionado Comité será encabeçado pelo camarada SÉRGIO VIEIRA, e terá como membros adicionais os camaradas OSCAR MONTEIRO, JOSÉ JÚLIO DE ANDRADE, MATIAS XAVIER e JORGE COSTA.
A luta continua
Maputo, 29/7/80
O Ministro da Segurança
JACINTO VELOSO
Mas as discrepâncias nas informações à volta dos presos políticos, perturbam qualquer investigador atento dada a escassez de uma informação oficial e o perigo de entrevistar directamente os implicados no crime. De acordo com outras fontes:
"(...) em Setembro de 1982, Jorge Costa, ex-Director Nacional de Segurança (Snasp) revelou que em Junho de 1980, Sérgio Vieira, na altura governador do Banco de Moçambique, contactou-o assim como a Matias Xavier, outro membro do Snasp, informando-os de que o governo decidira forjar um processo-crime legalizando o fuzilamento dos presos políticos. O processo-crime seria redigido por Vieira, Costa e Matias, tendo na altura Vieira entregue a estes dois um dossier com a designação NAMUL1, contendo pormenores sobre todos os executados. Castro Lopo, chefe do Departamento Jurídico do Snasp foi contactado por Matias Xavier a fim de emprestar um tom jurídico ao referido processo-crime".
O mesmo Jorge Costa revelaria também que:
"No dia 11 de Outubro de 1978, durante uma recepção assinalando o terceiro aniversário da fundação do Snasp, o Comissário Político deste serviço, major Abel Assikala, revelou que se havia deslocado a Cabo Delgado em 1977 tendo na altura executado diversos presos políticos, incluindo o Reverendo Simango, Paulo Gumane, Mateus Gwengere, Joana Simeão, Narciso Mbule, Basílio Banda, Lázaro Nkavandame e Júlio Razão de Nilia. Ainda segundo Costa, as ordens de execução dos presos partiram do Vice-Ministro da Segurança, Salésio Nalyambipano representante da ala dos ”veteranos” dentro do aparelho de segurança do regime"49*
Mas a estação emissora Voz da África Livre, num comentário repetidamente transmitido em Junho de 1982, afirmaria que em 1980 o Dr. Hermenegildo Cepeda Gamito, homem de mão do regime, com assento num rol de empresas, e também no parlamento (quer na versão mono como na pluripartidária) fora quem havia redigido o texto final da farsa jurídica que o regime se preparava para encenar. A sentença teria sido assinada por três destacados quadros ligados a defesa e segurança do regime. O mesmo comentário refere ainda que a execução dos presos dera-se junto ao rio Namuli em Niassa.
São claras as discrepâncias nas revelações acima descritas. Enquanto o Major Assikala é citado como tendo dito que a execução teve lugar em Cabo Delgado, a Voz da África Livre menciona a província do Niassa como tendo sido o local da execução. Pessoas conhecedoras desta província desconhecem a existência dum rio Namuli na referida província. No entanto, durante a luta de independência nacional os guerrilheiros da Frelimo dispunham duma base, designada por Namuli, situada no distrito de Palma na província de Cabo Delgado. Desconhece-se se o dossier "Namuli" está relacionado com a referida base. Possivelmente, apenas alguns dos presos políticos terão sido executados na base Namuli. Em Moçambique existem os montes Namuli, mas estes situam-se na província da Zambézia."
REPAREM QUEM ERA O "MINISTRO DA SEGURANÇA"!!! JACINTO VELOSO (Aviador da FAP) que DESERTOU e fugiu para a TANZÂNIA !!!
VIVA PORTUGAL ! VIVA SALAZAR !
| Joaquim Oliveira de Almeida- São Paulo | TOPO |
14/07/2007 21:33:49 Pois também já ouvi alguns testemunhos, principalmente de alguns angolanos que eram escravos de alguns portugueses, valia tudo. Toda a gente lamenta o que aconteceu, mas o colonialismo em África foi das maiores injustiças de todos os tempos, por isso certos ódios persistem. Houve brancos honestos, mas a maioria foram simples criminosos que se socorriam de tudo para o lucro fácil, com a cobertura do antónio de santa comba. Infelizmente isso não foi só com os Portugueses. A ideia mestra de colonizar, era de explorar, de sugar, o resto podem vir com mil teorias que os factos são indesmentiveis. Há ainda muita coisa que os colonizadores europeus tem a explicar aos miseraveis africanos. Como dizia um politico africano, chegaram aqui com a biblia, passado pouco tempo nós tinhamos a biblia e eles as terras.
Contra factos não há argumentos !
14/07/2007 20:51:11 Sr. Pinho
Deixe lá o ouro dos judeus e preocupe-se mais com o que foi roubado a todos os portugueses em Africa. Porque de certeza terá algum familiar ou amigo que lá esteve, e devia-se era preocupar com isso. É que em portugal ainda não houve nenhum processo judicial para se averiguar as contas que todos os portugueses tinham e que nada puderam trazer... 1º é portugal e os portugueses, depois vem o resto
VIVA SALAZAR VIVA PORTUGAL ABAIXO OS TRAIDORES e SEUS REBANHOS
14/07/2007 20:47:47
SÓ PARA RECORDAR TRANSCREVO de FICHEIRO em meu PC :
António José de Brito (In «A Rua», n.º 1, pág. 9, 08.04.1976)
"
"A meu ver, a descolonização dita portuguesa merece o qualificativo de exemplar pelas seguintes razões: 1) Porque tal descolonização foi efectuada sob o signo da democracia e entregou os pobres descolonizados a férreos regimes totalitários de partido único. 2) Porque tal descolonização foi efectuada à luz do princípio da auto-determinação dos povos e, a respeito dela, povo algum, daquém ou de além-mar, se consultou, ouviu ou escutou. 3) Porque tal descolonização foi efectuada depois de uma promessa solene do M.F.A., consignada no texto constitucional do seu programa, de que seria precedida de um amplo debate público e não houve o mínimo debate público sobre tão magno problema, que obteve resolução, autocraticamente, em negociações mais ou menos confidenciais. 4) Porque tal descolonização foi efectuada para libertar nacionalidades pretensamente oprimidas e semelhantes nacionalidades apenas praticam o lastimável lapso de não existir, consoante o provam os massacres de compatriotas, as guerras civis, a submissão a estrangeiros (russos, cubanos, americanos, chineses) a que se dedicaram os diversos movimentos terroristas mal lhes concederam a independência. 5) Porque tal descolonização foi efectuada para restabelecer a paz e depois dela já houve lutas e morticínios muitíssimo mais sangrentos do que os originados pelos treze anos das chamadas campanhas coloniais. 6) Porque tal descolonização foi efectuada para evitar o descalabro da nossa economia profundamente onerada, dizia-se, pelos gastos inerentes ao esforço bélico e, precisamente, a seguir à mesmíssima descolonização, é que a economia entrou em franco descalabro vivendo, agora, de uma despudorada mendicidade internacional. 7) Porque tal descolonização foi efectuada para fazer perder uma batalha decisiva ao imperialismo e as desgraçadas províncias ultramarinas, deitadas pela borda fora, são, hoje, presa do imperialismo soviético ou do imperialismo yankee que nelas combatem entre si, sanguinolentamente. 8 Porque tal descolonização foi efectuada com a solene garantia de serem respeitados os direitos dos brancos instalados em Angola, Moçambique, Guiné, etc., e esses direitos, logo que a soberania portuguesa desapareceu (e às vezes, antes disso) foram, imediatamente, postergados, violados, desprezados por um furioso racismo negro que fez com que milhares e milhares de pessoas, a fim de não serem trucidadas, se vissem forçadas a regressar à metrópole, na maior miséria e aflição, vindo, na qualidade de refugiados (ou retornados, conforme púdica e oficialmente se lhes chama), engrossar o largo cortejo dos sem emprego que a sublime política da gloriosa revolução dos cravos provocou. "
DESCOLONIZAÇÃO "EXEMPLAR" ??? !!!
VIVA PORTUGAL ! VIVA SALAZAR !
| Joaquim Oliveira de Almeida- S.Paulo - Brasil. | TOPO |
14/07/2007 20:22:39 A todos os participantes e colaboradores deste MAGNÍFICO SITE minhas saudações e calorosos cumprimentos. Se trata de um SITE ÚNICO, eu diria, pelo seguinte:
-Pelo TEMA tratado "SALAZAR". Tema apaixonante. -Pela reabilitação do NOME, HONRA e PRESTÍGIO daquele que foi o MAIOR PORTUGUÊS de há tempos a esta parte., DR. SALAZAR. -Pelo DEBATE de tão grandioso ASSUNTO que afectou milhões de Portugueses e que ainda continua em discussão por outros tantos, incluindo até aqueles que estão do OUTRO LADO e que continuam na IGNORÂNCIA da REAL VERDADE. -Pela tentativa de se querer mostrar números, estatísticas, relatos, sei lá mais o quê, para INFORMAR aqueles que já considero "MINORIA" do Povo Português.
Temos de persistir, cada vez mais, trazendo ao conhecimento da Opinião Pública a VERDADE que os filhotes do 25 de Abril continuam querendo escamotear. Na Imprensa, na TV, nos serviços públicos e até nas ESCOLAS escondendo a OBRA de quem foi um grande e inesquecível PORTUGUÊS. Por que será que têem medo da VERDADE e da HISTÓRIA? Algum motivo devem ter certamente e nós sabemos de sobra qual é.
Conclamo TODOS, simpatizantes e adversários, a pesquisarem onde quer que seja, os FACTOS e A VERDADE. A HISTÓRIA pertence ao País e não a esta ou aquela facção. Sugiro, por exemplo, a LEITURA, em pormenor, dos LINKS do "O OBREIRO DA PÁTRIA" onde poderemos encontrar muitas informações válidas e proveitosas. Em especial o LINK "ARTIGOS" escritos por HOMENS de grande valor e conhecimento. Enumero os nomes de ARTUR SILVA, JOÃO GOMES,EDUARDO NEVES, JOSÉ PEREIRA REIS, AFONSO ALMEIDA, HUMBERTO ALVES DIAS e OUTROS.Muitos assuntos do ESTADO NOVO são aí abordados. Claro que a INTERNET, LIVROS, RELATOS complementam a INVESTIGAÇÃO. É só pesquisar para se saber. Não podemos aceitar o que se diz por aí inveridìcamente.
Quero aqui manifestar meus agradecimentos À Sra. Cristina da Nóbrega por suas amáveis palavras à minha humilde pessoa. Não tenho as qualidades que me atribui nas Mensagens que posto no "O OBREIRO". MUITO OBRIGADO. O meu apreço para todos os INTERVENIENTES que têem postado MENSAGENS de muita qualidade e interesse. Numa delas são ENUMERADAS as OBRAS e REALIZAÇÕES do ESTADO NOVO. São tantas que acabamos por nos admirarmos do tanto que foi feito. Certamente que todos gostaríamos de receber RELACÇÃO das OBRAS do Pós 25 de ABRIL. Certamente que o ESTADO NOVO teve as vicissitudes do País na BANCARROTA, Guerra Civil Espanhola e 2ª Grande Guerra Mundial com todos os seus problemas INERENTES. Mesmo assim o HERÁRIO PÚBLICO, apesar da GUERRA NO ULTRAMAR e sem SUBSIDIOS da UE, ficou com SUBSTANCIAIS RECURSOS. E tanto assim é que tem custeado o Governo Português nas suas exurbitantes despesas e na IMPORTAÇÃO de 80% de tudo o que se consome em Portugal quando anteriormente quase 100% era produzido em Portugal.
Muito mais teria para dizer mas me quedo por aqui. Voltarei em breve !
VIVA A NOSSA PÁTRIA PORTUGAL ! VIVA A GRANDEZA DE PORTUGAL ! VIVA PROF.DR.OLIVEIRA SALAZAR! Paz à sua alma e que ELE nos perdoe a TODOS !!!
| Joaquim Oliveira de Almeida- São Paulo | TOPO |
14/07/2007 20:12:11 Sr. Pinho. O senhor é um homem difícil. Parece até que está nisto por desporto. Quando o senhor recebe o pagamento pelos serviços que anda por aí pela Suiça a prestar, vai vêr o número das notas? O mesmo se passou com Portugal e o ouro que recebeu para pagamento dos produtos que fornecia. Se era ouro Judeu ou de outra procedência, ninguém adivinhava. Vem agora o todo iluminado, passados anos, avaliar a História. Não se vanglorie por factos, faça vaticínios. Discuta o futuro. É difícil não é?. Que Deus o proteja.
14/07/2007 19:38:23 Como aqui é só verdades vou dizer mais uma. Segundo um processo que decorreu aqui na Suiça á pouco tempo, e que fez correr muita tinta sobre algumas contas dos judeus que pereceram no Holocausto Nazi, e que alguns bancos suiços abafaram, foi provado que o Adolfo fez alguns pagamentos e vendeu também ouro ao nosso iluminado salazar, ouro esse roubado aos pobres judeus...ouro de sangue, ouro de sofrimento ! Os pagamentos que o Adolfo fazia destinavam-se a pagar o Volframio que Portugal vendia aos nazis. o outro foi para o Banco de Portugal, tudo a preço de saldol E esta hein !!! O iluminado salazar faz-me lembrar aqueles lavradores forretas da minha aldeia dos anos 60, que passavam a vida a comer sopa, para meter os tostões que arrecadavam nos buracos da parede da casa, privando-se de tudo e mais alguma coisa. muitos nem sequer iam ver o mar que estava a escassos kms. Tiveram uma vida miserável, morreram miseráveis, e depois quando os herdeiros descobriram o dinheiro nos buracos da parede da casa ele já estava fora de circulação.
Dá que pensar!!!
14/07/2007 18:55:37 Boas e Santas Tardes,
ao seleccionar a Obra/Realizações verifico que em número, as escolas representadas fiquem aquém das que foram construídas. Imagino que é difícil conseguir todas. Já é um grande contributo as que estão aqui. Sobre os Navios, onde estão eles hoje? Há mais obra...
14/07/2007 16:35:49 Tambem se nota a ausencia de EXCombatente:
Estamos em tempo de ferias;de descanso,compreende-se;as ausencias.
14/07/2007 16:28:16 Estavamos em Agosto de 1975. Um pequeno grupo de portugueses desembarca em Angola para ajudar a impedir a sua entrega ao colonialismo sovietico. Eram poucos. Iriam porém, mostrar em valentia sem par e altruismo sem preço, a vontade de todo o povo real que, perplexo e traumatizado, estava incapaz de reagir à mais aviltante farsa de toda a sua História. Em nome de um povo imaginário e de liberdades paranóicas - aliás tolhidas a cada passo em pesados preços de sangue e de fome - todos assistimos à maior mentira do século : a "Independência" de Angola. Qual Angola ? A que viramos próspera, virada ao futuro, na preocupação do bem estar das suas gentes, na riqueza da sua história, no valor da sua cultura, nagrandeza e na dimensão do seu viver? Ou a que encontramos destruída, com os povos famintos a fugir de um lado a outro, para morrerem mais tarde? A que encontrámos em gritos de dor e pedindo a nossa ajuda, uma palavra de esperança, uma afirmação de que tudo era pesadelo e de que voltariam à tranquilidade do seu viver? Qual independência? A que trouxe a Angola a ocupação colonial por um exército estrangeiro, em flagrante conquista militar, sem quaisquer laços que liguem o povo aos ocupantes, para além da anuência de uma minoria dirigente e totalitária e porque um governo, em Lisboa - provisório mas definitivamente irresponsável - o consentiu também? O que pensa realmente deste facto trágico o povo português e desgraçadamente o que pensará o povo de Angola?
ANGOLA COMANDOS ESPECIAIS CONTRA OS CUBANOS
14/07/2007 16:18:33 já que está numa de corrigir os outros então em bom portugues não é : será que não posso me defender mas sim será que não me posso defender... não faça aos outros aquilo que não gosta que lhe façam a si...
VIVA SALAZAR
14/07/2007 15:34:57 Para os democratas que perdem tempo neste site: Salazar é história de portugal, o estado novo é história de portugal, aprendam a viver com isso. Meus amigos portugal não tinha que andar a reboque da onu ou seja do que for. Tinhamos uma doutrina válida e humanista. A alternativa socialista ao comunismo de estilo sovietico estava-se a tornar um falhanço em toda a europa e em Africa em particular. A inglaterra estava a ferro e fogo até a Tatcher por as coisas no sítio. Havia pobreza em londres nos anos sessenta que corariam de vergonha os sr. democratas socialistas deste país. Mas nós é que eramos pobres??. Não se esqueçam que a inglaterra ainda detem gibraltar, as maldivas etc. e não são os únicos... Tenho a certeza absoluta que se não fossem os traidores vermelhos que minaram todas as tentativas de uma descolonização justa e honrosa,Angola Moçambique timor etc. estariam numa situação muito superior ao que estão hoje. Depois de quatrocentos anos em áfrica temos em luanda nomes de ruas de dirigentes comunistas???? Em portugal não há uma única homenagem pública a nenhum alto interveniente do estado novo??? Mas o que é isto????Gatunos, so falta fazerem a praça alvaro cunhal por serviços prestados á nação na luta contra o fascismo, cambada de ignorantes!!! O PCP devia ser proíbido em portugal, pelo mal que fez ao país... e ando eu a pagar pensões aos comunistas ??????
14/07/2007 14:36:24 Portugal teve grandes lideres, homens de grande inteligência, valor e patriotismo. Homens que souberam tornar um pequeno País europeu numa potência mundialmente admirada, temida e respeitada - que souberam merecer para PORTUGAL um lugar na história universal, em qualquer programa escolar de qualquer País civilizado PORTUGAL é mencionado.
O úiltimo desses grandes lideres foi, sem dúvida, o Professor Doutor António de Oliveira Salazar. Reunia todos os requisitos possíveis de um lider de excepção - inteligência, dedicação à causa, humildade qb, honestidade, sabedoria, poder de decisão, respeito pelo povo, etc, e de um patriotismo sem limites - primeiro PORTUGAL, depois PORTUGAL e finalmente ainda e só PORTUGAL.
Ao chegar ao governo soube "governar". Manter a Nação una, melhorar em todos os aspectos as suas infra-estruturas, elevar o nível cultural e de vida de todos os portugueses.
Curiosamente é (mal) acusado de nada ter feito ou até tentado evitar o progresso do Povo. Como é possível essa acusação, precisamente ao Homem ,que mais escolas contruio em Portugal ( do Minho a Timor e no rectangulo europeu qualquer aldeia viu nascer uma escola), o nivel de vida crescia a um ritmo alucinante superior a qualquer País da Europa,hospitais, aeroportos,portos, caminhos de ferro, estradas, marinha mercante, indústria, etc.,etc.,etc.
Fez essa enorme obra "orgulhosamente sós" sem apoios externos. Herdou um Império com carências e soube tornear as dificuldades e melhorar o País, em todos os aspectos, e deixar esse mesmo Império (melhorado de infra-estruturas ), para as gerações vindouras.
Sim ! "orgulhosamente sós" porque ,como ninguém dá nada a ninguém ,temos o exemplo actual dos milhões que entram no País todos os dias a troco de ?????, para já , que se saiba, do Império. Mas o tempo irá mostrar outros custos.
Os (des) governos após o 25 de Abril para além , de nada fazerem, de entregarem 96% do nosso território, receberem diariamente milhõesda UE, fecharem escolas, hospitais, centros de saúde, grandes indústrias de interesse nacional, marinha mercante, baixarem o poder de compra dos portugueses, enviarem soldados para Países "amigos"( nem mais um soldado para as Províncias Ultramarinas) para defenderem valores estrategicos (de quem?), democracia, etc. ainda culpam a pesada herança pelo estado actual do País. Estamos na era do "orgulhosamente dependentes" !
Amigos, Salazaristas ou não, avaliem com PATRIOTISMO , verdade e honestidade o HOMEM. Ele não merece o desrespeito, a ingratidão e as falsidades que lhe são atribuidas, no minimo, merece um lugar ,sem ofensas, na História de Portugal.
M.Ramos - Cascais
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14/07/2007 13:20:18 Caros amigos: A paciência tem limites, mas a estupidez também deve ser desmascarada! Como é possível afirmar que um país que tinha como reserva 800 toneladas de ouro (hoje infelizmente delapidadas); que tinha as reservas monetárias mais sólidas e que tinham um crescimento dos mais significativos da Europa, sim, como é possível afirmar que estava com a economia "arrazada"? Só indivíduos ignorantes, tendenciosos e de mau carácter se podem prestar a tais papeis e esses, só merecem o nosso desprezo!...É verdade que aos fundos gastos na guerra, poderia ter sido dado outro destino que, naturalmente, impulsionaria mais o desenvolvimento de Portugal. Mas, foram os vermelhos que assim quizeram; para satisfazerem os compromissos assumidos com os inimigos de Portugal, resolveram minar internamente a nossa resistência que era fácil e passou a ser complicada com a incursão de elementos traidores no seio das forças armadas. Aos progenitores da desgraça,entre variadíssimas outras coisas que poderia referir, eu lembro que Portugal abandonou os seus territórios num estado exemplar de desenvolvimento, comparativamente a outros territórios vizinhos. Por exemplo, para presidente, em Angola, Apareceu Agostinho Neto, mas vários outros haveria, para ocupar o cargo, entre os vários detentores de cursos superiores. No aspecto económico, era inconfundível o seu avanço! Paralelamente no território ao lado (antigo Congo Belga) o primeiro presidente foi um sargento e o primeiro ministro foi um antigo contínuo dos correios, por falta de pessoal mais habilitado. Nós eramos diferentes e preparávamo-nos para ficar! Como estaria hoje Angola se não tivesse sido atraiçoada? Mas, continuando a avivar a memória dos pobres de espírito, lembro que em Março de 1974, Portugal tinha a CUF que, como empresa, era das mais fortes da Europa. Dela fazia parte a Lisnave (maior doca seca do mundo), trabalhando de dia e de noite e com dezenas de barcos esperando no Tejo a sua vez de entrar. O que temos hoje? O que foi feito depois do 25 de Abril? A auto-estrada Lisboa-Porto? Não essa já estava projectada e com fundos reservados para ser concluida muitos anos antes do que foi e... sem fundos vindos de Bruxelas. "Salazar, impediu o progresso, não desenvolveu a indústria... etc, etc, etc." Salazar sabia fazer contas e reconhecia que lhe ficava muito mais barato importar do que construir. "Salazar era favorável ao analfabetismo... para melhor dirigir os destinos dos portugueses!" Que grande Barbaridade! Então, para quê construiu uma escola em cada aldeia, proporcionando aos filhos da terra iniciarem a alfabetização sem sairem da sua terra? Será que foi para serem fechadas agora, ou então, para serem transformadas em pontos de encontro dos drogados, onde poderão satisfazer seus vícios à vontade? Para quê Salazar criou o curso de adultos na década de 50? Foi para jogarem às cartas? Aos inimigos do "macábro ditador": mudem de ideia, porque ele perdoa-vos, já que não sabem o que fazem! Mas lembrem-se que, antes do 25 de abril, Portugal produzia quase 100% do que consumia! Hoje, importa 80% do que come! Que tristeza... Continuem atentos e, sobretudo, lutando pela verdade!
14/07/2007 12:55:27 Os Feiticeiros: As Alquimias;Magicas: E o Caldeirao:
Os feiticeiros de Portugal;vao testando,as suas formulas,de incompetencias no Pais,nas suas Ilusoes Primarias de uma Sabedoria Medieval;Esperam obter Resultados,imprevisiveis aos seus Dotes. O Povo;Espera Sereno e Pacificamente,por esses Resultados;Mas nao se apercebe,que Ele tambem esta dentro do Caldeirao:Portugal. Quando se esta na boca do Vulcao nunca ninguem se apercebe dos Riscos de Vida,que corre:Quando se Da conta ja E sempre muito tarde:
So ha Distancia se Pode ver Claro,as Consequencias Funestas desses Desastres.Com a Experiencia de Outras Sociedades De Direitos,e Comparar,Capacidades, Politicos e Povos.
E Caso para Dizer Vai Chegar o Tempo;Que o Feitico se vai Virar,Contra o Feiticeiro.
HA MEMORIA DE SALAZAR
14/07/2007 12:52:27 Caro Sr. Albino, o melhor que a raça lusa tem é as pessoas como as que visitam o site que lutam para que seja reposta a verdade dos factos, que não têm medo de falar, que acima de tudo respeitam os outros e amam a Pátria. Quanto á agressão que o Sr. diz haver aos emigrantes, eu acho que não existe, apenas existe a constatação de factos. Além do mais se o Sr. reparar o site é frequentado por vários (respeitados) emigrantes que apesar de estarem longe não deixaram de amar a Pátria, eu saiba nenhum foi agredido, acho que o Sr. está se fazendo de vítima... se não tem argumentos não invente. Da minha parte eu não tenho nada contra os emigrantes desde que respeitem os naturais do país, acho apenas que se devia fazer uma selecção e dar prioridade aos de língua portuguesa e no caso de africanos que os que tiveram familiares que lutaram do nosso lado contra o terrorismo estejam em vantagem, seria uma maneira de homenagear esses africanos que defenderam a nossa bandeira. Cumprimentos a todos
VIVA PORTUGAL VIVA SALAZAR
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