25 de julho de 2026   


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24 – Por isso o Corporativismo, como doutrina anti-individualista e altruísta que é, fazendo hoje o encontro do económico (que apenas preocupava o patronato) com o social (que apenas interessava ao operário) repudia justamente: – Justamente o quê? – Que Todo o Mundo o saiba de vez: Repudia de um lado os princípios insuficientes da liberdade política, levada perigosamente aos extremos da dissolução nacional; da correspondente economia liberal, levada ao extremo do amoralismo e do desumano; repudia do outro lado concepções sociais levadas paradoxalmente ao extremo insocial da luta de classes. É pois mera doutrina negativa? – Não, que o saiba também Todo o Mundo: – Dentro da sua ética, que é muito simplesmente a Moral cristã do Sermão da Montanha, contrapõe ao princípio da liberdade sem limites (dom gratuito que para a educação liberal prima sobre todos os outros valores) o mais natural e humano princípio de Tudo pela Nação. Quer Todo o Mundo fórmula mais lapidar dum sistema político e social altruísta? Contrapõe logicamente à economia moral, individualista, egoísta, do lucro, a economia sancionada pela moral, verdadeiramente social, altruísta, da prestação de serviços. E assim diz o indivíduo: Queres? Pedes? Que ofereces? Que dás? – Regalias? Que podes então querer? – lembra-te de que onde todos dêem, todos têm; onde ninguém dê nada, ninguém tem nada. – Há aqui uma aritmética complicada? – Pois é aquela de Cristo em certa parábola sua: a do servo fiel. A semente que o servo infiel arrancou reverta a favor do mais fiel, do mais trabalhador.

25 – Mas vem afinal o Corporativismo, com a sua doutrina anti-individualista, calcar, anular o indivíduo, reduzi-lo a farrapo sob os brilhantes ouropéis dum Estado, duma Comunidade insolente de riqueza e de poderio? – Não é este o lugar para discutir tal perigo com o qual «desinteressadamente» nos lançam certas pedras ao caminho alguns ferozes individualistas da tal educação de que a melhor sociedade é aquela onde cada um faz aquilo que melhor lhe dá na gana… Mas corte-se desde já o fio à intriga: Palavras de Salazar nos ajudam a explicar a Todo o Mundo e a Ninguém: «O Corporativismo, que não quer perder de vista as realidades supra-individuais e decalcar a sua organização nas realidades na vida do homem na família, na profissão, na sociedade, coloca acima dos interesses individuais os da colectividade, mas reconhece que a melhor forma de assegurar o interesse nacional é o de favorecer dentro dos limites do bem comum o exercício da indústria particular». É um processo, pois, que se justifica, não pelo seu valor propriamente moral, mas pelo seu valor prático, o que exige do capital, da propriedade, da indústria particular, o reconhecimento do que devem representar como valores sociais na vida da Comunidade. Só assim chegaremos ao ideal do Corporativismo realizar integralmente a sua revolução económica e social e de lançar os alicerces da Cidade Nova, da Cidade do Futuro, num ambiente largo de generosidade e de compreensão humanas; e não no de estreitas concessões, retiradas praticamente por essas velhas subtilezas jurídicas que por aí querem reviver, à margem da Moral.

(Continua)


O CORPORATIVISMO PORTUGUÊS (26)

Cadernos Corporativos - Sabatinas com os Inimigos do Corporativismo, Claros e Ocultos, de Fora e de Dentro – SEGUNDA SABATINA – por António Ribeiro da Silva e Sousa (Sidónio Miguel). Edição do Sindicato Nacional dos Empregados de Escritório dos Serviços de Navegação – Lisboa - 1943

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Aconselho esta extraordinária conferência do Pe. argentino Alfredo Saenz:
https://www.youtube.com/watch?v=rPaLFXPm2v8

Carlos Luz


Digo-o sempre em sua honra e memória: Parabéns ao Dr. Salazar, um grande chefe de estado!

Nelson


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