13 de dezembro de 2017   
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Se uma ciência puramente utilitária é em certo aspecto a negação da própria ciência, o saber pelo saber, o gosto ou vaidade do conhecimento, encerrado na ebúrnea torre da contemplação de si mesmo, sem ligação ou interesse pela vida dos homens e dos povos, à força de egoísta, tam- bém não seria humano. Daqui, para a ciência e para o ensino, o imperativo de um sentido social.
Isto porém não é tudo para a vida das sociedades, pois, como para os indivíduos, dos conhecimentos da ciência e das suas leis não é possível deduzir as regras de conduta impostas à consciência. humana. E portanto outro imperativo para o governação – ser essencialmente moral.
Dificilmente se me encontraria outro mérito do que haver proclamado estas duas conclusões tão simples e, apesar disso, tão esquecidas e haver-me mantido pràticamente fiel às suas determinações, buscando incessantemente a harmonia da autoridade do Estado e do bem dos cidadãos, o ponto de coincidência da fidelidade aos nossos destinos nacionais e da prosperidade de todas as outras nações.

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É certo haver valores absolutos na vida a que tudo mais se subordina e deve sacrificar, e alguns desses chamam-se dignidade da Nação, a liberdade e independência, a integridade territorial que é a própria razão de ser da família portuguesa; mas não sei que alguma nação as desconheça ou alguma ambição as cobice, nem que construção se haveria de fazer sobre o desprezo de realidades tão vivas e consagradas pelo tempo e pelo esforço das gerações.
Não; tenhamos confiança! Tenhamos fé na lealdade própria e alheia, na ordem, no trabalho, na serenidade e seriedade com que havemos de encarar os problemas e acudir às dificuldades. Confiemos sobretudo, mais que na força das armas, na coesa e firme unidade nacional, no profundo e vivo amor à terra portuguesa, naqueles altos exemplos, valores da nossa história e ideais da nossa civilização, que o ferro não mata e o fogo não pode destruir!


A Restauração das Grandes Certezas: DEUS, A PÁTRIA, A AUTORIDADE, A FAMÍLIA, O TRABALHO (13)

( « Valores espirituais no governo e na vida dos povos» - Discurso pronunciado em 19 de Abril ao receber o grau de doutor honoris causa pela Universidade de Oxford - «Discursos»), Vol. III, págs. 290-291 e 300) - 1941

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
«Salazar - O Obreiro da Pátria» - Marca Nacional (registada) nº 484579
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