27 de julho de 2017   
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Este capítulo não necessita de ser documentado, tal a evidência da ligação existente entre a patriótica organização, criada em 1936, e a Revolução Nacional, instaurada em 28 de Maio de 1926, ou seja, dez anos antes.
De facto, tudo quanto possa dizer-se (e pode dizer-se muito) conseguiria, apenas, sublinhar uma verdade sobejamente conhecida, que, nem sequer, precisa de ser justificada.
Efectivamente, a Legião Portuguesa, produto de uma maravilhosa ressurreição da alma nacional, em face do perigo iminente, ergueu-se para colaborar com as restantes forças armadas, na defesa do Pátria ameaçada.
Esta defesa não consistia, apenas, em barrar as fronteiras à entrada do comunismo, mas também, como se define nas bases orgânicas, «em promover a resistência moral da Nação e cooperar na sua defesa, contra os inimigos da Pátria e da ordem social».
A Revolução Nacional, com dez anos de existência, quando em 1936, a Legião surgiu, representava, de uma forma já amplamente consagrada, o movimento salvador de todos os valores nacionais e a mais segura garantia do ressurgimento da Pátria.
A Legião nasceu ao calor deste impulso de providencial inspiração — e teria de ser, como sempre foi, mais um órgão activo, disciplinado e forte, ao serviço do mencionado Movimento.
Explica-se, assim, que a sua existência de trinta anos se encontre permanentemente ligada, por pensamento e por acções, à Revolução Nacional, vivendo a sua progressiva evolução, sentindo as suas preocupações, cooperando no seu gigantesco esforço renovador e criador, apoiando todos os seus empreendimentos na direcção do Bem Comum, e, sobretudo, e sempre, contribuindo, na medida total das suas possibilidades, para a segurança do regime de paz e de progresso por ela instituído em Portugal.
Não é a circunstância de haver nascido em plena Revolução Nacional, que justifica, só por si, a fidelidade da Legião Portuguesa — mas, sim, a plena identidade de pontos de vista de todos os seus filiados com os objectivos fundamentais e básicos, que a Revolução; desde o seu início, procura atingir e realizar.
A Legião organizou-se para servir a Pátria, defendê-la dos seus inimigos externos ou internos — o que determina, na sua vida, uma firmeza de posição e de atitudes, que nunca foram, nem serão alteradas, em referência à Revolução Nacional, enquanto esta, como até aqui, for a expressão mais alta da vontade da Nação, e representar o mais seguro caminho, que Portugal encontrou para continuar, com dignidade, a sua presença no mundo.
Todos os legionários sabem, por cultura ou natural instinto, o que nos teria sucedido, em 1936, se a vaga comunista atingisse e ultrapassasse as nossas fronteiras, subvertendo, num mar de sangue e de ruínas, a vida nacional; todos os legionários, que passaram e se conservam nas fileiras, sabiam, naquela altura, e sabem hoje, com perfeita clarividência, que aquela calamidade — e tantíssimas outras — não se verificaram, porque, providencialmente, a Revolução Nacional havia acordado e robustecido a consciência da Nação, encaminhando-a, na paz e no trabalho, na direcção histórica do seu destino.
A Legião sabia, e sabe ainda, que, sem a Revolução Nacional, tudo seria possível, até mesmo o dramático fim da Pátria, como última consequência dos inevitáveis desvarios, provocados pelo aventureirismo irresponsável.
Por tais razões, desde o primeiro minuto da sua existência, a Legião Portuguesa, que nasceu para servir a Pátria, entendeu que a melhor maneira de servi-la bem, era a de colocar-se, firme e incondicionalmente, nas horas boas e nas horas más, ao lado da Revolução Nacional.
Nem, sem atraiçoar os fundamentos da sua própria existência, a Legião Portuguesa poderia tomar outra atitude.
Serviu, e continuou a servir a Revolução Nacional, alegre e consciente, na certeza de que, servindo-a, serve o presente e o futuro da Nação.
Resulta logicamente compreensível a profunda satisfação, com que a Legião Portuguesa, na sua totalidade, se associou, de alma e coração, às cerimónias comemorativas do Quadragésimo Ano da Revolução Nacional, agora em curso.
Perante o volumoso significado de tão providencial acontecimento, e tendo na devida conta o manancial de benefícios, de valor incalculável, que a Pátria recebeu, nos últimos quarenta anos, do esforço colectivo da Revolução Nacional, a Legião Portuguesa, vivendo esta hora grande da Pátria, reafirma, com justificado orgulho, a sua posição de sempre, e que é mais do que nunca, inabalável.


A Legião Portuguesa (25)

Legião Portuguesa: Expressão da Consciência Moral da Nação!
Trigésimo aniversário da Legião Portuguesa, 1936 – 1966, no quadragésimo ano da Revolução Nacional.

A Legião de sempre no Quadragésimo Ano da Revolução Nacional

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
«Salazar - O Obreiro da Pátria» - Marca Nacional (registada) nº 484579
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