19 de novembro de 2017   
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Quando nos países em desordem os políticos defendem as suas posições com a criação e distribuição de lugares às clientelas partidárias, praticam ao mesmo tempo acto imoral e ruinoso para a economia da Nação; mas quando, no aperto das crises, os mesmos responsáveis pela dilapidação dos dinheiros públicos ou simplesmente pela inconsiderada extensão de serviços apregoam, como medida salvadora, o despedimento de funcionários em excesso, certo é fazer-se confusão entre problemas de moralidade administrativa e a necessidade de reforma do Estado.
Quando por espírito de favoritismo, pessoal ou partidário, por fraqueza ou mal entendida bondade, corrupção ou ignorância das consequências, se preferem os maus aos melhores, degrada-se a moral do Estado e comete-se acto grave contra a justiça; mas no campo do interesse colectivo isso não é o mais grave. O pior de tudo é não se poder dispor de instrumentos de trabalho úteis; é funcionarem com rendimento baixíssimo e de má qualidade os serviços públicos.


AUTORIDADE E LIBERDADE: A Nação contra os partidos; A União Nacional (22)

(«A função pública e a burocracia» — Discurso na despedida de Ministro das Finanças, em 5 de Setembro — «Discursos», Vol. III, pág. 281) – 1940

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
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