Num país de cerca de 8 milhões de habitantes e 80% de analfabetos, a educação tinha que ser um dos seus principais objectivos para transformar Portugal num país moderno. A escola torna-se obrigatória para crianças (meninas e meninos) de 7 a 11 anos. Teoricamente criou-se ensino pre-primário, primário, cursos industriais, comerciais, Universidades no Porto e em Lisboa. Mas muitas destas reformas não passaram do papel por falta de recursos económicos, e em 1926 quando da Revolução do 28 de Maio, o analfabetismo em Portugal ainda era cerca de 60 %.Em 4 de Maio de 1911, nasceu a Guarda Nacional Republicana.
Poucos dias mais tarde, o Decreto de 25 de Maio de 1911 veio regular o Conselho Superior de Defesa Nacional e o Estado-Maior do Exército, criando, neste último, uma Repartição que, além do mais, possuía um serviço de informações. Criou-se, assim, pela primeira vez, uma estrutura diferenciada e especializada na área das informações (ainda que restrita às Forças Armadas). Por outro lado, a Constituição de 1911 determinava a competência para "prover a tudo quanto for concernente à segurança interna e externa do Estado, na forma da Constituição" . Contudo, era o Congresso que detinha competência exclusiva para declarar o estado de sítio, "(...) no caso de agressão iminente ou efectiva por forças estrangeiras ou no de perturbação interna"
O Governo de Sidónio Pais procurou, desde o início, reorganizar os serviços de polícia. Assim, pelo Decreto nº 3 673, de 20 de Dezembro de 1917, designou-se pessoal específico para a Polícia Preventiva (determinando-se, no entanto, que esta continuaria dependente da Polícia de Investigação).
Em 16 de Março de 1918, atribuiu-se autonomia à Polícia Preventiva, cuja direcção foi confiada a Sollari Alegro. O Decreto nº 4 058, de 5 de Abril de 1918, regulamentou o novo organismo, conferindo-lhe a possibilidade de "prender ou deter suspeitos ou implicados em crimes políticos ou sociais". NÃO FOI AQUI QUE NASCEU A PIDE? Governantes de 1910 a 1917
Teófilo Braga (5 de outubro de 1910 a 3 de setembro de 1911) – 333 dias João Chagas (3 de setembro a 12 de novembro de 1911) – 70 dias Augusto de Vasconcelos (12 de novembro de 1911 a 16 de junho de 1912) – 217 dias Duarte Leite (16 de junho de 1912 a 9 de janeiro de 1913) – 207 diasNota 1 Augusto de Vasconcelos (interinamente de 23 a 30 de setembro de 1913) – 7 dias Afonso Costa (9 de janeiro de 1913 a 9 de fevereiro de 1914) – 1 ano e 31 dias Bernardino Machado (9 de fevereiro a 12 de dezembro de 1914) – 306 dias Vítor Hugo de Azevedo Coutinho (12 de dezembro de 1914 a 25 de janeiro de 1915) – 44 dias Joaquim Pimenta de Castro (25 de janeiro a 14 de maio de 1915) – 109 dias Junta Constitucional (14 a 15 de maio de 1915) – 1 dia José Norton de Matos António Maria da Silva José de Freitas Ribeiro Alfredo de Sá Cardoso Álvaro de Castro João Chagas (15 a 29 de maio de 1915; não tomou posse) – 2 diasNota 2 José de Castro (interinamente de 17 a 29 de maio de 1915) – 12 dias José de Castro (29 de maio a 29 de novembro de 1915) – 184 dias Afonso Costa (29 de novembro de 1915 a 15 de março de 1916) – 107 dias António José de Almeida (16 de março de 1916 a 25 de abril de 1917) – 1 ano e 39 diasNota 3 – "Ministério da União Sagrada" Afonso Costa (interinamente de 4 a 5 de Setembro de 1915) – 1 dia Afonso Costa (25 de abril a 8 de dezembro de 1917) – 188 dias Nota 4 José Norton de Matos (interinamente de 7 a 25 de outubro e de 18 de novembro a 8 de dezembro de 1917) – 37 dias Governantes de 1918 a 1926
João do Canto e Castro (interinamente entre 15 e 23 de dezembro de 1918) – 8 dias João Tamagnini Barbosa (23 de dezembro de 1918 a 27 de janeiro de 1919) – 35 dias José Relvas (27 de janeiro a 30 de março de 1919) – 62 dias Domingos Pereira (30 de março a 29 de junho de 1919) – 91 dias Alfredo de Sá Cardoso (29 de junho de 1919 a 15 de janeiro de 1920) – 200 dias Francisco Fernandes Costa (15 de janeiro de 1920; não tomou posse) – menos de 1 dia Alfredo de Sá Cardoso (15 a 21 de janeiro de 1920; reconduzido) – 5 dias Domingos Pereira (21 de janeiro a 8 de março de 1920) – 47 dias António Maria Baptista (8 de março a 6 de junho de 1920) – 90 dias José Ramos Preto (6 a 26 de junho de 1920) – 20 dias António Maria da Silva (26 de junho a 19 de julho de 1920) – 23 dias António Granjo (19 de julho a 20 de novembro de 1920) – 124 dias Álvaro de Castro (20 a 30 de novembro de 1920) – 10 dias Liberato Pinto (30 de novembro de 1920 a 2 de março de 1921) – 273 dias Bernardino Machado (2 de março a 23 de maio de 1921) – 82 dias Tomé de Barros Queirós (23 de maio a 30 de agosto de 1921) – 99 dias António Granjo (30 de agosto a 19 de outubro de 1921) – 50 dias Manuel Maria Coelho (19 de outubro a 5 de novembro de 1921) – 17 dias Carlos Maia Pinto (5 de novembro a 16 de dezembro de 1921) – 41 dias Francisco Cunha Leal (16 de dezembro de 1921 a 6 de fevereiro de 1922) – 52 dias António Maria da Silva (6 de fevereiro de 1922 a 15 de novembro de 1923) – 1 ano e 282 dias António Ginestal Machado (15 de novembro a 18 de dezembro de 1923) – 33 dias Álvaro de Castro (18 de dezembro de 1923 a 6 de julho 1924) – 201 dias Alfredo Rodrigues Gaspar (6 de julho a 22 de novembro de 1924) – 139 dias José Domingues dos Santos (22 de novembro de 1924 a 15 de fevereiro de 1925) – 85 dias Vitorino Guimarães (15 de fevereiro a 1 de julho de 1925) – 136 dias António Maria da Silva (1 de julho a 1 de agosto de 1925) – 31 dias Domingos Pereira (1 de agosto a 17 de dezembro de 1925) – 138 dias António Maria da Silva (17 de dezembro de 1925 a 30 de maio de 1926) – 164 dias Durante os dezasseis anos do regime parlamentar republicano, entre 1910 e 1916, Portugal teve quarenta e cinco governos. Portugal era conhecido internacionalmente pelo "pequeno México". O crescimento dos défices fiscais levou o país a uma super-inflação ( o custo de vida em 1926 era trinta vezes o de 1914) e a uma moratória no pagamento da dívida externa. Esta foi a principal razão da revolução do 28 de Maio e à instalação posterior de Oliveira Salazar por 40 anos! A Ditadura Militar
A revolução começou em Braga, comandada pelo general Gomes da Costa, sendo seguida de imediato em outras cidades como Porto, Lisboa, Évora, Coimbra e Santarém.
Consumado o triunfo do movimento, a 6 de Junho de 1926, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, Gomes da Costa desfila à frente de 15 mil homens, sendo aclamado pelo povo da capital..O governo provisional durou muito pouco tempo ( até 9 de Julho de 1926) tomado agora pelo general ( mais tarde Marechal) António Óscar de Fragoso Carmona, que favoreceu vastas mudanças. Foi eleito presidente em Março de 1928 e reeleito até à sua morte em Abril de 1951- Salazar e os judeus durante a 2ª Guerra Mundial Verdades e mentiras anti-Salazaristas
Salazar sempre se manifestou contra o anti-semitismo nazi. Em 1937, publicou uma compilação de textos (“Como se Levanta um Estado”) onde criticou os fundamentos das leis de Nuremberga e considerou lamentável que o nacionalismo alemão estivesse vincado por características raciais. E em 1938, sai em defesa dos judeus portugueses, dando instruções à embaixada na Alemanha, para que os interesses dos judeus portugueses sejam defendidos com diplomacia mas com muita firmeza. António de Oliveira Salazar nasceu no Vimieiro, Santa Comba Dão, em 28 de Abril de 1889. Morreu em Lisboa em Lisboa, em 27 de Julho de 1970). Em 1900, após completar os seus estudos na escola primária, com 11 anos de idade, Salazar ingressou no Seminário de Viseu, onde permaneceu 8 anos. Saiu do seminário em 1908, completou os seus estudos em Viseu e ingressou na Universidade de Coimbra em 1910 para estudar direito. «Porque é que no tempo de Salazar, nas festas, deitavam-se ao ar balões de ar quente, fogo de lágrimas, faziam-se queimadas nas encostas das serras para semear trigo ou centeio «eu próprio ajudei a fazer uma queima» andavam carvoeiros nas serras, Verões mais quentes e só havia incêndios acidentais e agora este país arde todos os anos. Zeca Afonso deve andar as voltas, na tumba onde foi sepultado por ter cantado os vampiros a Salazar porque os vampiros são estes que governam agora. Vou citar um pouco de um discurso de Salazar que tenho na memória: "devo à providencia o bem de ser pobre, por muito pouco estou preso à roda da fortuna e para ganhar na modéstia a que me habituei o pão de cada dia, não tenho que enredar na trama dos negócios nem criar partido que me apoie e que me faça mudar a minha maneira de governante.(a meio do discurso diz) se ajudo os humildes é porque é minha obrigação (a terminar diz) quem não é patriota não é português e agora digam-me porque é que há gente a passar fome em Portugal que até ao dia 24 de Abril era o 4.º país mais rico da Europa per-capita. |