27 de março de 2017   
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Longe de mim examinar miudamente aquele estado financeiro desequilibrado em que eram absorvidas todas as receitas normais, todas as dos novos impostos e taxas que o Parlamento votara, sem se preencher o deficit que devorava as emissões de notas do Banco de Portugal e as disponibilidades da Nação pelos depósitos da Caixa Económica Portuguesa, pelos bilhetes do Tesouro e pela dívida fundada, ao mesmo tempo que no orçamento, na tesouraria, nas contas o exagero das autonomias legais ou ilegais e os atrasos de pagamento, de liquidação, de escrita, de estatística estabeleciam a incerteza e a confusão. Desisto de cansar-vos com números, mas uma cifra valia a pena fixá-la. Já depois da guerra, e apesar de esforços interessantes, mas isolados, que foram feitos para remediar a situação, o deficit anual, reduzido a ouro pelo câmbio médio de cada gerência, foi de cerca de £ 5 milhões, o que representa em seis anos uns 30 milhões de libras ou 3 milhões de contos da nossa moeda actual. E sabe-se que de tão grandes somas gastas foi bem modesta a parte destinada a verdadeiro enriquecimento e à valorização do activo nacional. Desordem: a desordem financeira.

O Problema Financeiro (05)

(«Ditadura administrativa e revolução política» — Discurso na Sala do Risco do Arsenal de Marinha, em 28 de Maio — ((Discursos), Vol. 1, págs. 48-49) - 1930

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
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