27 de abril de 2017   
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Reconhecendo-se que o antigo Quartel General, instalado, durante muitos anos na Calçada da Estrela, era já, além de impróprio, manifestamente insuficiente, foi possível, graças a circunstâncias especiais, que resultaram da compreensão e da boa vontade das esferas oficiais, transferi-lo para o antigo Quartel de Artilharia Anti-Aérea Fixa, na Penha de França.
É de inteira justiça evidenciar que este melhoramento se deve, quase inteiramente, ao espírito dinâmico, empreendedor e construtivo do então Ministro da Defesa, General Fernando Santos Costa, cujo nome, por estas e por outras razões, de substancial significado, sempre de patriótico sentido, se encontra ligado à vida e ao desenvolvimento da Legião Portuguesa.
Desde 1936, a Legião pôde contar, em todos os momentos, com a sua devotada simpatia, com a sua valiosa ajuda e, sobretudo, com a honra de a ter acompanhado, em todas as fases, dotando-a dos meios considerados necessários para o cumprimento da sua missão.
No conjunto das actividades militares, que os acontecimentos da Europa e do Mundo tornaram necessárias, nos agitados anos da Guerra Civil da Espanha e, a seguir, da última Grande Guerra, confiou à Legião Portuguesa tarefas de cooperação da mais elevada importância, situadas no plano da defesa nacional.
Recordaremos, entre tantas, o haver-lhe cometido o difícil encargo de estudar, organizar e realizar a Defesa Civil do Território, ao tempo designada por Defesa Passiva, de modo a libertar, para o desempenho de outras missões, as Forças do Exército, da Marinha e da Aviação.
Acompanhou, directa e pessoalmente, o gradual desenvolvimento dos trabalhos e firmou, pelo seu próprio punho, em 2 de Abril, de 1942, o Decreto n.° 31956, emanado do Ministério da Guerra, dando existência legal à DEFESA CIVIL DO TERRITÓRIO e entregando-a, na parte executiva, à Legião Portuguesa, que dera já, naquela altura, provas de especial capacidade.
Os Exercícios do Sabugo, de Abrantes, do Porto, de Coimbra, e, por fim de Lisboa constituíram prova evidente de que a Legião se encontrava apta para assumir a responsabilidade de tão delicado cargo.
Durante a ocupação militar dos Arquipélagos do Madeira e dos Açores havia confiado já aos serviços técnicos da Legião Portuguesa a difícil tarefa de montar, em todas as llhas Adjacentes, colocadas sob a ameaça de possíveis bombardeamentos, a Defesa Contra Ataques Aéreos, e, ao mesmo tempo, a indispensável preparação moral dos populações, para suportarem, com disciplina e coragem, diminuindo os perigos, as previstas eventualidades.
As entidades legionárias, encarregadas desta missão, souberam corresponder à confiança nelas depositada — e, mais uma vez, a Legião Portuguesa, em circunstâncias particularmente duras, soube cumprir o seu dever.
A criação da Escola Nacional da Defesa Civil e a sua instalação no edifício da Penha de França, para onde, mais tarde, se transferiu o Quartel General, são dois altos acontecimentos, aos quais fica ligado o nome do General Fernando Santos Costa.
No átrio do belo edifício, onde funcionam, em conjunto, a Escola da Defesa Civil e o Quartel General, foi posta, com toda a justiça, uma placa de mármore que não deixa esquecer o magnífico esforço, realizado com os olhos na Pátria, pelo grande militar, vigoroso estadista e dedicado Legionário.
Sobre a pedra branca, em caracteres doirados, escreveu-se:

ESCOLA NACIONAL DA DEFESA CIVIL
ESTA ESCOLA, FUNDADA E INAUGURADA PELO
EX.mo CORONEL DO C. E. M. FERNANDO SANTOS
COSTA, QUANDO MINISTRO DA DEFESA NACIONAL, HÁ-DE SEGUIR O SEU
EXEMPLO, ISTO É, EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS, BEM SERVIR A
PÁTRIA.

1955—XXIX da R. N.

Onze anos depois, no aproveitamento funcional de todas as dependências, o Quartel General da Legião Portuguesa continua a corresponder, pela sua actividade, ao desejo expresso no acto inaugural:

«EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS, BEM SERVIR A PÁTRIA.»


A Legião Portuguesa (24)

Legião Portuguesa: Expressão da Consciência Moral da Nação!
Trigésimo aniversário da Legião Portuguesa, 1936 – 1966, no quadragésimo ano da Revolução Nacional.

Escola da Defesa Civil e Quartel General

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
«Salazar - O Obreiro da Pátria» - Marca Nacional (registada) nº 484579
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