23 de setembro de 2017   
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Sem interromper o seu ritmo de crescimento, nem descurar a sua progressiva valorização, a Legião Portuguesa, consciente do seu destino e da sua missão, foi caminhando sempre, através do tempo e das circunstâncias, acompanhando, o mais de perto possível, a vida nacional.
O fim da guerra de Espanha e, a seguir, o fim da última grande guerra, não interromperam a sua marcha, nem debilitaram o seu entusiasmo.
O panorama legionário do País inteiro, nos anos de 1940 e seguintes, oferecia o mesmo aspecto, de vitalidade e de fé, dos anos anteriores.
As inscrições prosseguiam, as actividades mantinham-se e alargavam-se, os exercícios tácticos repetiam-se, as manifestações multiplicavam-se, em desfiles públicos e juramentos de bandeira.
Numa palavra: a Legião Portuguesa continuava imperturbavelmente o seu caminho, certa de que a sua verdadeira missão, definida no diploma oficial que a criou, estava longe de poder considerar-se cumprida.
Nas unidades de Lisboa e do Porto, e em todos os Comandos Distritais do Continente e das Ilhas Adjacentes — Madeira e Açores — as actividades continuavam, sem quebra de ritmo, numa afirmação permanente de vitalidade e de presença.
Para se fazer uma ideia da pujança atingida pela patriótica organização, fora mesmo dos chamados grandes centros, bastará recordar que o Comando Distrital de Viseu, fez concentrar nesta cidade, a fim de participarem nas festas centenárias da Província da Beira Alta, no dia 16 de Setembro de 1940, quatro mil legionários, provenientes de todo o Distrito.
O imponente aspecto do Parque do Fontêlo, onde se reuniram, e a forma impecável como desfilaram através da cidade, durante três quartos de hora, perante o entusiasmo e a admiração de milhares de pessoas, dão a nota precisa do que continuava a ser, como força organizada, a Legião Portuguesa.
E era assim, por toda a parte, desde o Minho ao Algarve e do Algarve aos confins dos Açores.
A propósito do espectáculo de Viseu, semelhante a tantos outros, que se verificavam pelo País inteiro, escreveu um jornalista do tempo, estas palavras de louvor, que se ajustam a todos os centros legionários:
«— A maior parte desses milhares de homens que se dispersam pelos 83 núcleos de instrução do Distrito, têm a face tisnada pelo sol, as mãos castigadas por um trabalho árduo e insano.
Homens humildes, sem pretensão, pois a sua cultura intelectual não alimenta aspirações — esses rapazes, que o instinto de portugueses levou para as fileiras da Legião são detentores dos mais elevados sentimentos de persistência, de coragem, de patriotismo, de dedicação.»
«Essa dedicação, que nós auscultamos e admiramos permanentemente, não arrefeceu ainda, antes redobrará o calor dessa chama de ideal, que jamais se apagará no coração dos bons portugueses.»

E concluía o mesmo jornalista:

— «Eis porque, volvidos três anos, nós verificámos e sentimos, nessa força de eleição, a alma nacionalista, a fé patriótica, a disciplina inviolável, o esforço certo, o entusiasmo quente da primeira hora.»
Era assim, em Viseu — mas era assim, também, por todas as terras do País, onde a mesma fogueira de patriótico entusiasmo continuava a galvanizar as almas de milhares e milhares de portugueses, que se mantinham nas fileiras, ou a elas acorriam, disputando a honra de bem servir a Pátria.
Nesta maravilhosa competição, os Comandos Distritais trabalhavam com ardoroso empenho, sendo legítimo recordar, a tantos anos de distância, a eficiência, que a Legião atingiu, em alguns deles.
Falou-se de Viseu, como se poderia ter falado de Lisboa, do Porto, de Coimbra ou de Braga e de tantas outras capitais de Distrito do Continente e das Ilhas.
E, ao fazer-se esta evocação, há nomes que saltam naturalmente, envolvidos na nossa admiração e na nossa saudade, pelo muito que fizeram para engrandecer e prestigiar a Legião Portuguesa, tornando-a uma força válida ao serviço da Nação.
Difícil, mencioná-los a todos — tantos foram eles, que, desde 1936, se distinguiram na devotada tarefa de aperfeiçoar e consolidar a Legião, tornando-a digna de enfileirar, no desempenho de quaisquer missões, ao lado das outras Forças Armadas.
Representando-os a todos, citaremos, ao acaso, três nomes, que ficaram ligados, para sempre, como altos exemplos de dedicação legionária, à história desta organização:
Comandante Fortée Rebelo, incansável fundador do Batalhão Nº 1, instalado no Palácio de Queluz; capitão Eduardo Romero, figura de primeiro plano, que tanto valorizou e prestigiou, com as suas qualidades e generosos iniciativas, a Legião Portuguesa, na cidade e no Distrito do Porto; e finalmente, major Martins Engrácio, galvanizador do amplo espírito legionário, verificado sempre no Distrito de Viseu.
A ronda de evocações poderia continuar, se a índole deste trabalho o permitisse, colocando em plano alto outras figuras, que deram à Legião Portuguesa, o máximo da sua inteligência, do seu esforço e da sua patriótica dedicação: capitão Fernando de Oliveira, actualmente General Comandante Geral da Polícia de Segurança Pública, em Santarém; Coronel Duarte Silva, mais tarde General, em Évora; Alves de Sousa, mais tarde, também General, em Faro; coronéis Morais e Nunes Teixeira, em Bragança, etc., etc.,
Era assim, no Continente — e era, também, assim nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Recorda-se o que foi a jornada legionária de 18 de Agosto, de 1940, em Angra do Heroísmo, integrada nas Comemorações Centenárias, que empolgou, pela sua grandeza e patriótica elevação, os habitantes da cidade.
A Legião estava ali, forte e coesa, para servir a Pátria — tal como nas terras do Minho, de Trás-os-Montes ou do Algarve.
E os legionários açoreanos apresentavam-se de igual maneira, possuídos do mesmo carinho e respeito pelo património espiritual e moral do Noção, consubstanciado na Fé, na família, na moral cristã, no respeito pela Autoridade e na liberdade e integridade da Terra Portuguesa.
São do Comandante de Lança, Dr. Castro Fernandes, estas palavras, pronunciadas em 28 de Maio, de 1940:
«Todos os Voluntários da Ordem viram na Legião, acima de tudo, uma grande escola de virtudes cívicas e morais, um ambiente adequado à formação ou revigoramento do culto da honra ou do dever militar.
Hoje, como ontem, a Legião mantém-se fiel a esse pensamento e afirma, pela sua presença na Frente Nacional, a sua vontade inflexível de defender da destruição os valores mais nobres, que o Ocidente criou.»

A Legião Portuguesa (13)

Legião Portuguesa: Expressão da Consciência Moral da Nação!
Trigésimo aniversário da Legião Portuguesa, 1936 – 1966, no quadragésimo ano da Revolução Nacional.

Caminhando Sempre!

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
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