25 de março de 2017   
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Estávamos em 1939, quando já não oferecia dúvida a derrota completa do Comunismo em Espanha, e, consequentemente, na Península Ibérica.
Muitas pessoas – das menos avisadas, em matéria de política internacional – acharam estranho que a Legião Portuguesa, em vez de pousar as armas, prosseguisse, intensamente, a sua preparação militar e o alongamento e fortalecimento dos seus quadros.
Concluíam que o comunismo, batido em Espanha, aceitaria a derrota e abdicaria das suas aspirações expansionistas e de domínio universal, refluindo, conformado, ao ponto de partida – ou seja, aos imensos territórios da União Soviética.
Neste caso, parecia-lhes que a Legião Portuguesa, criada para colaborar na defesa das fronteiras, na manutenção da ordem interna, por ele ameaçadas, de 1936 a 1939, perdera, por completo, a sua razão de existir.
No entanto, os acontecimentos processavam-se inteiramente ao contrário, porque a Legião Portuguesa, mantinha o ritmo da sua progressiva organização, alargava e aperfeiçoava os seus quadros, engrossava as suas fileiras – e prosseguia o seu caminho, como se o perigo, efectivamente, não tivesse passado.
Nem o perigo externo, nem o perigo interno.
Em referência a estes aspectos do problema, alguém escreveu, mais tarde:
«Não há legionário que não recorde com nobre entusiasmo aquela noite de 28 de Agosto de 1936, em que milhares de portugueses, aclamaram, no Campo Pequeno, a ideia de ser criada uma força voluntária para defesa de Portugal contra a ameaça comunista.
Não há legionário que não recorde aqueles meses que se seguiram de intensa preparação legionária.
Pelo país inteiro homens de todas as classes e proveniências enchiam as paradas dos quartéis e, comandados por uma «elite» incansável de oficiais de terra e mar, aprenderam o manejo das armas a fim de se prepararem para as possibilidades ameaçadoras de uma batalha imediata.
O momento era de perigo. O comunismo jogava em Espanha a sua primeira cartada militar para a subversão dos princípios da ordem europeia e da civilização ocidental. Todos o sentiam e compreendiam e por isso fizeram pesados sacrifícios. Foram momentos magníficos. O país via nascer e crescer com um suspiro de alívio uma poderosa força voluntária, força que seria mais uma barreira oposta aos velhos desígnios de Moscovo: a revolução e a ideia comunista alastradas ao mundo inteiro.»
Mais tarde, a eminência do perigo, na sua forma violenta, esbateu-se. As tropas nacionais de Espanha derrubavam e aniquilavam as hordas vermelhas «del frente popular» e as brigadas internacionais de sinistra memória… O comunismo sofria ali a sua primeira grande derrota militar.
Então, pouco a pouco, com a diminuição do perigo tangível, a actividade legionária abrandou, sucedendo-lhe um período de acalmia…
O ritmo dos exercícios tornou-se mais compassado, o espírito de arrancada e sacrifício diminuiu. Dizia-se, inconscientemente, que o perigo fora afastado, e a alguns até parecia que a Legião Portuguesa poderia licenciar-se, conservando-se apenas uma força simbólica que deveria limitar-se a uma acção de carácter social. A clara chama que um grande vento de patriotismo ateara ardia menos alta… O perigo fora afastado?


A Legião Portuguesa (08)

Legião Portuguesa: Expressão da Consciência Moral da Nação!

Trigésimo aniversário da Legião Portuguesa, 1936 – 1966, no quadragésimo ano da Revolução Nacional.

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
«Salazar - O Obreiro da Pátria» - Marca Nacional (registada) nº 484579
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