13 de dezembro de 2017   
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(Continuação)

Efectivamente, logo que principiaram a desenhar-se as verdadeiras características da chamada Guerra Civil de Espanha, prontamente internacionalizada pela convergência das Brigadas Internacionais e transformada, por isso mesmo, em autêntica guerra de conquista, planeada e movida pelos técnicos de Moscovo, tornou-se evidente tratar-se de uma avançada comunista, destinada a conquistar a s duas nações peninsulares.
Esta dramática verdade agitou a consciência dos legionários portugueses – muitos dos quais sentiram ser obrigação sua colaborarem ao lado das forças nacionalistas espanholas, comparticipando numa batalha que, ao fim e ao cabo, interessava, de igual maneira, tanto a Espanha, como a Portugal.
Para estes homens, vinculados e um voluntário juramento, combater o comunismo em Espanha, evitando o seu alastramento, equivalia a uma defesa, por antecipação, das fronteiras de Portugal.
Todos sabiam que, se o incêndio não fosse dominado na sua origem, as labaredas, tomando excepcional volume, viriam devastar, impetuosamente, a Casa Lusitana, pulverizando, na sua marcha, vidas e haveres, para cuja defesa, em tais circunstâncias, teria de empenhar-se a Nação inteira.
Numa admirável antevisão dos acontecimentos, movidos pelo verdadeiro amor da Pátria, e numa clara atitude de fidelidade aos compromissos voluntariamente assumidos, ao inscreverem-se nos quadros da Legião Portuguesa, estes homens decidiram, «sua sponte», abandonando tudo, correr ao encontro do perigo, dando um alto exemplo de compreensão e de valentia, que não foi, ainda, devidamente exaltado.
Sob o comendo dessa heroica figura de militar, que foi o Major Jorge Botelho Moniz, intemerato defensor das grandes Causas e animador inconfundível dos grandes movimentos, formou-se, em terras de Espanha, uma unidade de combate, que haveria de celebrizar-se pela nobreza do seu comportamento e ficar ligada, para sempre, ao historial emocionante da reconquista da Península.
A acção dos «VIRIATOS» – designação patrioticamente escolhida para distinguir os combatentes portugueses – foi de excepcional relevância, em todas as frentes de batalha, merecendo dos Altos Comandos referências e distinções, que honram, sobremaneira, as tradições de valentia dos soldados de Portugal.

(Continua)


A Legião Portuguesa (06)

Legião Portuguesa: Expressão da Consciência Moral da Nação!
Trigésimo aniversário da Legião Portuguesa, 1936 – 1966, no quadragésimo ano da Revolução Nacional.

Alargamento e Consolidação.

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
«Salazar - O Obreiro da Pátria» - Marca Nacional (registada) nº 484579
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