13 de dezembro de 2017   
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É fácil compreender, nesta altura, porque afirmamos que o Estado Novo «representa a vanguarda moral, social e política».
Disse um filósofo ilustre que um dos maiores factores da crise moderna é a corrupção de certas palavras. Uma delas é a palavra Revolução que muitos julgam idêntica à palavra Vanguarda. E nem todas as revoluções são de vanguarda! Antes pelo contrário.
Por exemplo, hoje, em Portugal, basta examinar com atenção os dois campos que se degladiam. Do lado de lá, só encontramos velhas ideias, velhas fórmulas, velhos métodos. Do lado do Estado Novo, um propósito constante de mocidade, de adaptação às realidades sucessivas da vida.
A Revolução, tal como a apregoam os nossos inimigos, só pode resumir-se em três palavras: teimosia, ignorância — retrocesso.
Retrocesso na sua ética e na sua filosofia — que ainda estão presas às falidas quimeras do Cientismo e do Progresso-indefinido.
Retrocesso no seu conceito político das sociedades, ainda escravo das pobres divagações de Rousseau e dos abstractos dogmas individualistas, cujo corolário inevitável é a anarquia.
Retrocesso na sua doutrina social, envenenada ainda pelo visionarismo catastrófico de Marx e Engels e pelo mito cruel, e fratricida da luta das classes.
Retrocesso, até, na orientação literária, que sofre, geralmente, as influências dissolventes de todas as perversões, desequilíbrios e falsas originalidades que o estrangeiro nos manda.
Enfim: retrocesso geral às mais desacreditadas ideologias do século XIX, ou até do século XVIII — ou até (as que atingem as aberrações extremes do falanstério soviético), das mais antigas épocas da barbaria humana.
Vanguarda — o demo-liberalismo?! Vanguarda — o comunismo, com a sua acefalia política, a sua promiscuidade de sexos, a sua regressão aos trabalhos forçados?!
Só lhes podemos chamar retrocesso — vivendo dos restos duma cultura anacrónica, de vagas místicas decrépitas e da excitação e apologia dos instintos desenfreados...
A Vanguarda — nós a representamos. A Vanguarda do Nacionalismo Português!
À filosofia ignara do Cientismo e do Progresso-indefinido (meras ficções) opomos a perennis philosophia do realismo espiritualista.
Às absurdas miragens do individualismo, baseadas no conceito inadmissível do homem isolado — opomos os princípios da sociologia orgânica, apoiada nas instituições naturais da sociedade, famílias, profissões organizadas, autarquias locais.
À visão trágica e falsa da luta de classes — opomos uma estrutura forte e maleável dentro da qual, sob a moderada arbitragem coordenadora do Estado, se realizará a colaboração das classes, em proveito da produção e do bem comum.
E mesmo em matéria artística e literária, as nossas preferências vão para os mestres de equilíbrio, de clarividência e de energia.
Por isso, a juventude portuguesa (que os agentes da Terceira Internacional querem perverter, apontando-lhe as miragens de Moscovo) não se enganará no caminho. A mocidade só aceita e aplaude o espírito de vanguarda — porque é ela a Vanguarda da Nação. E só encontra esse espírito de vanguarda nas directrizes do Estado Novo — que lhe aponta a clara estrada dum espiritualismo restaurador dos valores humanos e dum nacionalismo social e moderno, capaz de lhe garantir a plena construção da Cidade Nova!


Princípios da Doutrina do Estado Novo (02)

O ESTADO NOVO – Espírito de Vanguarda.
DECÁLOGO do Estado Novo, Edições SPN Lisboa

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
«Salazar - O Obreiro da Pátria» - Marca Nacional (registada) nº 484579
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