22 de julho de 2017   
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Aqueles de nós que têm tido a incumbência de desdobrar em actos, reformas e realizações materiais ou morais o pensamento e as aspirações do começo, podem ser responsabilizados pelas incorrecções e deficiências da obra; mas o Exército, que, à parte o seu dever de patriótica vigilância, logo se desinteressou das posições de mando para confinar-se em urgentes e delicadas tarefas da defesa pátria, ficou isento dessa contingência e só pode ser louvado por um acto que, pelo seu natural desenvolvimento, dominará política e socialmente em Portugal o nosso século e esperamos se repercutirá longamente, por muitos dos seus ideais e princípios, na história do nosso povo.
As obras materiais, imponentes e valiosas que sejam, quem quer as poderia levantar com inteligência e com dinheiro (embora longa e dolorosa experiência nos tivesse demonstrado que raro pode dispor dele quem não saiba governar-se); mas os progressos de outra ordem realizados sob o influxo das ideias mestras agitadas pela Revolução sobrelevam em meu juízo todas as mais realizações. A dignificação da vida da Nação portuguesa; a reintegração de Portugal no sentido universalista e espiritual da sua história; saber e poder reivindicar os seus direitos e determinar-se conforme os seus sentimentos e interesses; o estreitamento dos laços que prendem a família portuguesa, aqui e em todas as partes do Mundo; a preciosa liberdade de crer em Deus, educar os filhos, viver na caridade do próximo; numa palavra, o reaportuguesamento de Portugal — nada disso poderia conceber-se no estado de desagregação a que chegáramos sem que se impusesse à própria consciência do País um princípio de unidade e aos governantes uma norma de responsabilidade moral. Por menos que, hoje, em política se acredite na força dos princípios e nas regras morais, tem de concluir-se que tudo o que está feito se deve no fundo à possibilidade revolucionariamente criada de reconstituir um ideal pátrio e obedecer a uma moral. Ai de nós se não soubéssemos as fontes donde brotam a nossa inspiração e a razão de ser da nossa vitória!


O Problema da Educação (32)

(«Breves considerações sobre a política interna e internacional a propósito da inauguração do Estádio de Braga» — Discurso pronunciado em 28 de Maio — «Discursos», Vol. IV, págs. 463-464). - 1950

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
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