25 de maio de 2017   
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AS CASAS ECONÓMICAS

Afim de atenuar (enquanto não for possível resolver) a - crise da habitação operária, a Organização Corporativa iniciou em 1934 a construção de casas económicas, grandes grupos de moradias reunidas em bairros dispondo geralmente de escola primária e de alguns estabelecimentos comerciais.
As rendas são módicas e o detentor da casa, ao cabo de 20 anos, é proprietário dela.
Mas, além disso, os chefes de família que as habitam têm obrigatoriamente seguros de vida, invalidez, doença e desemprego. Só os seguros de vida levaram já à concessão de 720 contos de indemnizações às famílias dos 47 moradores falecidos.
Ao todo, o Instituto Nacional de Trabalho Português, tinha, em 30 de Julho de 1943, 23 bairros económicos, com 3.435 MORADIAS e 12.626 habitantes.
Lisboa dispunha de 5 bairros, com 1.447 habitações e o Porto de 8, com 1.304. Na província há 10 bairros com 694 habitações, das quais o de Braga tem 132 e o de Portimão, 100.
As demais distribuem-se por Bragança, Olhão, Viana do Castelo, Vila Viçosa, S. João da Madeira, Coimbra, Covilhã e Guimarães.
O bairro maior tem 481 habitações e o mais pequeno (Bragança), 24.
Em 1934, foi concluído o primeiro — o da Ajuda, em Lisboa, com 283 moradias. Em 1936, já estavam construídas 1.120, em 1938 o seu número subia a 2.310 e atingia 3.465 em 31 de Dezembro de 1942.
Nessa data, porém, estavam a ser construídas mais 2.036, o que elevou a perto de 5.500 o número de habitações prontas um ano depois.
As Casas dos Pescadores, por seu lado, vêm procurando resolver o problema dos seus associados construindo também bairros económicos privativos. Estes existem actualmente em Vila do Conde, Aveiro (S. Jacinto), Buarcos, Nazaré e Peniche, todos os quais (menos o de Buarcos) se encontram em ampliação, estando a ser construídos os de Aveiro (Furadouro) e Sesimbra, e em estudo mais 7.
É de notar, porém, que a obra dos bairros económicos não está exclusivamente a cargo do Instituto Nacional do Trabalho: a sua construção, por exemplo, compete ao Ministério das Obras Públicas.
Mas, além dos que referimos, muitas empresas os têm edificado por sua própria iniciativa, outros são comparticipados pelo Estado, sendo particular parte do capital, e grande número devem-se às Câmaras Municipais.
DE TODOS ESSES NÃO CUMPRE AQUI TRATAR. Apenas faremos referência aos grandes bairros desmontáveis, construídos pela Câmara Municipal de Lisboa, e que abrigam milhares de pessoas, saídas das barracas dos demolidos «bairros da lata» e das casas que houve necessidade de sacrificar às obras de aformoseamento da Capital. Bairros semelhantes vão ser construídos em Coimbra e outros locais.

Cadernos da Revolução Nacional (13)

Manifesto ao Trabalhador, edições SNI – A GARANTIA DO FUTURO DO TRABALHADOR, pág. 33 a 35

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