11 de dezembro de 2017   
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Estou convencido de que no Mundo ninguém quer a guerra e, mais sinceramente que todos, os homens que, por dirigirem grandes povos, se sentem responsáveis pela manutenção da paz. Mas às guerras acontece como na ordem interna a muitas revoluções: ninguém as faz, rebentam. De preferência a tudo mais — conferências e convenções — importa por isso destruir o estado de espírito que pode fazê-las surgir.
Se é permitido aplicar, em política externa, princípios reguladores da política interna, diremos que, à parte a necessária organização de força, sem justiça e sem confiança recíproca será finalmente baldado tudo o que se anda tentando. Ora as circunstâncias ou os homens — eu não acuso ninguém — têm operado de modo que por vezes a justiça é desconhecida e outras vezes vai-se faltando ao prometido até se matar a confiança na palavra dos povos. Sinal é de que a crise moral, mais do que a crise económica, está desgraçando o Mundo.
Importa estar atento e, dentro do que pudermos, preparado.


O Problema Político Externo - Criação de uma Política Externa Portuguesa (03)

(«Balanço da obra governativa» — Discurso aos oficiais de terra e mar, em 27 de Abril — «Discursos», Vol. II, págs. 37-38) – 1935

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
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