19 de novembro de 2017   
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Temos passado anos a pregar, pela palavra e pelo exemplo, persistentemente, teimosamente, que todos não somos demais para continuar Portugal. Com o alto nível da nossa tradição histórica e as exigências de uma herança de pesados deveres para com a nossa gente e para com os outros povos, seria louca tentativa — louca e vã — construir sobre lutas de partidos, ódios de classes, antagonismos de fortuna ou profissão, divisões em nós mesmos. Nós o havemos compreendido e, sem abdicar do sentido da hierarquia necessária à vida social, revelamo-nos como membros solidários de uma comunidade que se funda no mesmo sangue, se alimenta dos mesmos frutos do trabalho e vive do mesmo espírito. No trabalho ou nos sacrifícios, no sofrimento ou na caridade, nas alegrias ou nas preocupações da vida individual e colectiva fomos guiados — e salvos — pelo amor pátrio a reencontrar o elo de solidariedade que devia prender-nos como as pedras de um edifício — a sermos finalmente perante o Mundo todos como um só.
É por um lado nesta já agora indestrutível unidade nacional e por outro no valor dos princípios informadores da nossa vida material e moral e na consciência desse valor que deve repousar a nossa maior confiança.






AUTORIDADE E LIBERDADE: A Nação contra os partidos; A União Nacional (23)

(«Todos não somos demais... » — Discurso na manifestação de 28 de Abril –
«Discursos», Vol. III, págs. 298-299) – 1

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
«Salazar - O Obreiro da Pátria» - Marca Nacional (registada) nº 484579
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