20 de setembro de 2017   
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Todos vivemos horas magníficas de paz, de fraternidade, de comunhão moral. E o segredo único desta profunda transformação é apenas a Nação unir o que o partido divide, e não haver maior garantia para a liberdade do bem que a autoridade dos Governos fortes.
Apelou a Nação para o Exército no momento em que ele era já a única força com alguma coesão que poderia opor-se à desagregação geral. O Exército cumpriu. Desde então, em oito anos, desinteressada, patrioticamente, tem continuado a cumprir, tem continuado a vencer. Dia e noite, pela sua vigilância, o Governo trabalha, e o País tem podido trabalhar e podido gozar o seu descanso, tão descuidado e, por vezes, tão egoísta, como se a ele próprio não competisse algum esforço para aliviar tão pesado encargo. Está chegado o momento em que somos obrigados a dar ao Exército outras e mais altas preocupações; está, por isso, chegado o momento em que vós começareis a sentir que é muito pesada a vossa tarefa e gravíssimas as vossas responsabilidades.
Nas linhas desta página do nacionalismo português, agora escrita por vós todos e onde distingo harmonia, a identidade de vistas e disposições que assinalaram como em provas públicas os méritos e capacidade da União Nacional, eu quero ler também a fé vibrante, a energia calma, o espírito de sacrifício exigidos pelos novos tempos. Nós não podemos estar à altura das necessidades da obra de renovação empreendida sem que esta União Nacional corresponda inteiramente às duas palavras do seu nome, por uma extensão cada vez maior e uma homogeneidade cada vez mais perfeita. Sem a subordinação essencial ao mesmo comando, sem a integração completa, alheia a outro pensamento, sem a disciplina das inteligências e dos corações a revelar-se em toda a actividade política, arriscar-nos-íamos a ser muitos, mas a comparecermos, quando preciso, muito poucos.




AUTORIDADE E LIBERDADE: A Nação contra os partidos; A União Nacional (13)

(«O IX ano — Unidade, coesão, homogeneidade» — Discurso no encerramento do I Congresso da U. N., em 28 de Maio — «Discursos», Vol. I, págs. 357 e 358-359) – 1934

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
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