24 de junho de 2017   
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É preciso ser verdadeiro. E é preciso ser justo; direi que não é mesmo possível ser fiel à verdade sem servir a justiça. A Nação Portuguesa não é de ontem; estamos a reconstruí-la, mas não a edificá-la. Nos altos e baixos da suas História há muito esforço, muita inteligência, muita bravura, muito sacrifício. Aos que carrearam para a obra a sua pedra, por vezes até não aproveitada ou inútil, tem de poupar-se a intenção generosa e o trabalho despendido. Quem se coloca no terreno nacional não tem partidos, nem grupos, nem escolas: aproveita materiais conforme a sua utilidade para reconstruir o País; tem a grande, a única preocupação de que sirvam e se integrem no plano nacional. Aos que se obstinam em não servir a Nação; aos que pensam que cada qual pode servi-la e a serve realmente trabalhando como quer; aos que vão mais longe e crêem não dever servir a Pátria para servir teoricamente a humanidade, é preciso também a esses fazer justiça — ao seu valor, ao seu carácter, à sua honorabilidade, mas é preciso combater sem tréguas, ainda pelo interesse nacional, o gravíssimo erro da sua posição antinacional. Todo o homem que combate deve ter sempre presente ao espírito, para se não extraviar, nem diminuir, que só vence bem quem vence com honra, quer dizer com verdade e com justiça.



AUTORIDADE E LIBERDADE: A Nação contra os partidos; A União Nacional (09)

(«Propaganda nacional» — Discurso na inauguração do S. P. N., em 26 de Outubro — «Discursos», Vol. I. págs. 263-264) – 1933

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
«Salazar - O Obreiro da Pátria» - Marca Nacional (registada) nº 484579
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