29 de julho de 2017   
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Como não queremos privilégios para ninguém, não podemos admitir que o operariado seja uma classe privilegiada; também não precisamos de o incensar, para que nos sirva de apoio, nem de incendiar-lhe as iras contra ninguém, para o mandarmos depois fuzilar pelos seus excessos. Num regime de autoridade forte, nós só queremos que o seu trabalho seja ordeiro, probo e consciente da utilidade comum; o Estado o coordenará com outras actividades e o integrará no conjunto da economia nacional.
Com a mesma solicitude com que temos acudido a outras necessidades e com a mesma tenacidade com que havemos resolvido outros problemas, até há pouco considerados insolúveis, nós trataremos do seu emprego, da sua habitação, da sua higiene, da sua saúde, da sua invalidez, do seu salário, da sua educação, da sua organização e defesa, da sua elevação social, da sua dignidade; nós melhoraremos a sua condição
— não digo bem — nós transformaremos a sua posição na vida económica e no Estado. Com as restrições apontadas e com estoutra — que a bem dele não podemos andar demasiado depressa — o nosso espírito está aberto às mais largas reformas no campo económico e social; só fazemos excepção das que desconheçam o princípio da hierarquia dos valores e dos interesses e da mais perfeita conjugação destes dentro da unidade nacional.



O CORPORATIVISMO PORTUGUÊS (02)

(«As diferentes forças políticas em face da Revolução Nacional» - Discurso à União Nacional, em 23 de Novembro — «Discursos», Vol. I, págs. 178-179) – 1932

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
«Salazar - O Obreiro da Pátria» - Marca Nacional (registada) nº 484579
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