24 de agosto de 2017   
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Era fácil de prever — e a experiência o confirmou — que, estabelecido o equilíbrio e ganha a confiança, muitos aspectos da nossa crise passariam a ostentar sinal contrário. A balança de pagamentos foi aliviada da hemorragia representada pela exportação de capitais, tradicionalmente fugidos do País em busca de colocação nas bolsas estrangeiras, e beneficiou também da importação de muitos que a segurança atraiu. Obliterou-se a mania do mercado externo, alimentado por nós próprios; ajudaram a curar-nos as suspensões de pagamentos, bancarrotas e reduções de juros, que foram moeda corrente entre as duas guerras. A abastança da Tesouraria, o barateamento do dinheiro, a abundância de capitais, a repatriação de títulos, o equilíbrio da balança de pagamentos, a liberdade cambial, o prestígio e força da moeda foram a recompensa dos sacrifícios consentidos. Encontrarem-se os capitais dos portugueses ao dispor do Estado e da economia nacional foi a maior conquista e uma das bases da nossa reconstituição económica.

O PROBLEMA DA RIQUEZA; SUA FUNÇÃO SOCIAL; CAPITAL E TRABALHO (05)

(«Prefácio à edição» — «DISCURSOS», Vol. 1, págs. XII-XIII) – 1948

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Música de fundo: "PILGRIM'S CHORUS", from "TANNHÄUSER OPERA", Author RICHARD WAGNER
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