27 de junho de 2017   


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(Continuação)

traduzir; ou então ir destinando mentalmente o jantar do dia ou planeando a conversa muito séria que urge ter com o filho mais velho — e tudo enquanto os alunos fazem calados o seu exercício escrito... (E quando o trabalho comporta alguma parte de criação, o sacrifício é incomparavelmente maior). Depois, à tarde, renunciar: revista de modas que uma colega ia mostrar-nos, ou à troca de impressões tantas vezes proveitosa com os companheiros de trabalho, porque os meninos estão a sair da escola e esperam encontrar a mãe em casa para lhe contarem as suas pequeninas alegrias e tristezas... E à noite, ao jantar, quando o sono já ronda e o peso de um dia inteiro de trabalho cai sobre nós, ter a coragem de enfiar um vestido mais bonito, presidir sorridente ao jantar, alimentar entre o pai e os filhos o convívio alegre e amigo... E na manhã seguinte a vida recomeça, com um mundo de pequenas coisas a orientar, antes de tomar de novo o autocarro que de novo nos afasta da casa onde tudo chama por nós. Que terrível e maravilhosa proeza é o dia a dia de uma mulher casada e com filhos que trabalha fora da sua casa!
Porque é preciso, antes de mais nada, atrair para casa os membros da família que a vida moderna solicita à dispersão. À medida que os filhos vão crescendo, a responsabilidade aumenta. E então, todo o tempo e toda a disponibilidade são poucos para conseguir o milagre de uma família unida e virtuosa. Chega o momento dos sacrifícios mais duros. É altura de fazer o grande esforço para abandonar o emprego; esforço em que a mulher e o homem se associam. Ele, que começa a não ser já um rapaz, arranja mais um trabalho extraordinário; ela, que sonhava há tantos anos com a viagem ao estrangeiro, assenta em que ainda dessa vez a não fará; ambos desistem do carrinho que sonharam para passear com os filhos, como toda a gente... E tudo para que ela possa estar em casa. Para que ela possa ter longas conversas com as suas raparigas que chegam à idade das incertezas e dos pequenos romances; ou com os seus rapazinhos que têm dificuldades na escola e precisam apoio e explicações. É a altura de ser a grande companheira, a amiga de coração imenso e aberto, a força organizadora que dá forma e sentido ao mundo confuso dos adolescentes. E os adolescentes, se em todos os tempos precisaram de amizade e atenção, estão hoje mais perdidos e mais sós do que nunca. É a altura de ser a grande companheira. E surge um novo problema, um daqueles em que o factor de época tem mais peso: o das relações entre mãe e filhos.
À força de se condenar a severidade e a distância nas relações entre pais e filhos, caiu-se hoje, ou tende a cair-se, no excesso oposto. Fala-se agora muito de ser o camarada dos filhos. A mãe-camarada é um dos «slogans» da nossa época que mais ilude e seduz mães e filhos, O tu-cá-tu-lá a substituir a ternura a conivência nos desregramentos a substituir a compreensão dos anseios juvenis, o nivelamento por baixo, a atitude da mãe que nas conversas se põe no tom da filha, empregando por vezes o mesmo calão... — eis outros tantos sintomas dessa errada e funesta noção de amizade.
Ser companheiro não é o mesmo que ser camarada. A mãe deve ser, tem de ser uma companheira, mas não deve cair na camaradagem.
As palavras têm às vezes uma história bem significativa. Perdoe-se-me a digressão etimológica, mas ela é esclarecedora. Companheiro, «cumpanarius», significa «o que come do mesmo pão». Isto é, alar-

(Continua)

O Problema da Educação (36)

Reflexões sobre o papel da mãe no mundo moderno, por Ester de Lemos - 1960

Estas palavras foram lidas pela primeira vez, a convite da Organização das Mães pela Educação Nacional (O. M. E. N.), durante as comemorações da semana da mãe, em 13 de Dezembro de 1959, no salão de festas do Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho.
E repetidas, a convite da M. P. F., no Teatro do Palácio Foz, em 10 de Fevereiro de 1960.

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