13 de dezembro de 2017   


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(Continuação)

encontrar em Chaves, todos os oficiais comprometidos, à frente dos quais formava o capitão Pires de Campos, tomaram as medidas necessárias para que a sua unidade apoiasse a Revolução, declarando-se o regimento, à meia-noite do dia 27, ao lado da Revolução Nacional.
Entretanto chegava a Braga, acompanhado pelo capitão Tomás Fragoso, o capitão Miguel Bacelar, vindo de Santo Tirso (O capitão Miguel Bacelar estivera com Gomes da Costa na reunião do Colégio da Boa Vista no Porto. Aqui ficara assente que se o general não pudesse, por qualquer motivo, chegar a Braga, Bacelar estaria de alerta em Santo Tirso, porque seria então daqui que Gomes da Costa «arrancaria»).
Gomes da Costa ao ver o capitão Miguel Bacelar, a quem o tenente-coronel Raul Esteves aconselhara a que secundasse o mais rapidamente possível a Revolução, bradou-lhe:
— Estava à sua espera.
E como quer que estivesse ainda à paisana acrescentou:
— Por isso não me fardei; de resto, se você não aparecesse não me fardaria.
Às 3 horas da madrugada de 28 de Maio, o capitão Bacelar fez transportar para Braga, em camionetas, todo o pessoal e material existente em Santo Tirso: o pessoal de atiradores, pessoal para a condução de locomotivas, material para transporte de tropas que depois serviu para conduzir as tropas de Viana do Castelo, enfim, tudo quanto tinha em Santo Tirso, onde só ficou um pequeno grupo de homens, o suficiente para guardar o quartel.
Por sua vez a G.N.R. de Braga, onde servia o tenente-médico dr. Alberto Cruz, cumpriu também o seu dever.
Cerca das 6 horas da manhã compareceu no quartel da G.N.R. o Governador Civil sr. João Pinheiro, acompanhado de vários elementos do Partido Democrático, O chefe do distrito pretendeu saber o que se passava, tendo ouvido do dr. Alberto Cruz a seguinte resposta:
— Desde este momento podem considerar-se hóspedes da G.N.R. onde nenhum mal lhes sucederá, porque a Revolução não é feita contra homens, mas sim contra os princípios que levaram a Nação à ruína.
Nenhum dos visitantes resistiu, chegando até o Governador Civil a querer entregar ao dr. Alberto Cruz a pistola de que era portador, no que este oficial não consentiu.
Enquanto tudo assim se passava, o general Gomes da Costa, acompanhado pelo major Mendes Norton, capitão Pires de Campos e tenentes Pinto Correia e Pereira de Carvalho, depois de uma visita demorada a Infantaria 29, seguiu para o Quartel-General que passou a ocupar. Começaram então a ser dadas ordens, expedidos telegramas, enfim, todos os preparativos para a possibilidade de combate, rijo, enquanto o Chefe da Revolução, debruçado sobre um mapa, estudava a defesa, na previsão de acontecimento de tomo.
A Revolução estava em marcha, mas em marcha triunfal.
Depois de algumas horas de incerteza, devido principalmente à falta de comunicações, começaram a chegar as adesões. Aderira em primeiro lugar as companhias de Infantaria 8 e 29, comandadas pelos capitães António da Silva Poças e Francisco Lourenço Pereira, que estando em instrução de tiro em Viana do Castelo e Valença do Minho, logo marcharam para Braga, mal tiveram conhecimento da eclosão do Movimento em que estavam também, comprometidos.

(Continua)


Documentos Históricos (17)

A arrancada de 28 de Maio de 1926, por Óscar Paxeco – 1956.
Elementos para a história da sua preparação e eclosão.

A Revolução na rua (II de II)

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«Salazar - O Obreiro da Pátria» - Marca Nacional (registada) nº 484579
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